A trajetória escolar do príncipe George ganhará um novo capítulo nos próximos anos. O Palácio de Kensington confirmou que o herdeiro de 12 anos deixará a escola onde atualmente estuda ao lado dos irmãos, princesa Charlotte, de 11, e príncipe Louis, de 8, para ingressar no ensino secundário da tradicional Eton College.
A escolha chama atenção por repetir o caminho percorrido pelo príncipe William. O atual herdeiro do trono britânico estudou na instituição entre 1995 e 2000, período equivalente, no sistema educacional do Reino Unido, aos anos finais do Ensino Fundamental e ao início do Ensino Médio no Brasil.
Embora seja uma das escolas mais prestigiadas do país, a experiência de William em Eton não foi marcada apenas por momentos positivos. Em entrevista ao jornal The Telegraph, um ex-colega relembrou que o príncipe enfrentava provocações de outros estudantes e chegou a receber o apelido de "alemão arrogante".
"Não tínhamos admiração por William. Em Eton, ele nunca se destacou muito - havia meninos de famílias ainda mais ricas que a dele, e também meninos de linhagem aristocrática inglesa muito antiga, que podiam traçar sua ascendência por milhares de anos", lembrou um ex-companheiro escolar do príncipe, em entrevista ao jornal The Telegraph.
Nos bastidores da Família Real, a decisão também teria gerado divergências. Segundo informações publicadas pelo Daily Mail, Kate Middleton não estaria totalmente convencida de que Eton seria a melhor escolha para o filho mais velho.
"Ela acha que enviá-lo a uma instituição da alta sociedade vai contra todos os esforços deles para modernizar a realeza", disse ao Daily Mail uma fonte próxima à Família Real.
Com a mudança, George inicia uma nova fase de preparação para o futuro papel que ocupará na monarquia britânica, seguindo uma tradição familiar que continua despertando debates sobre o equilíbrio entre modernização e costumes históricos da realeza.