Carolina Ferraz decidiu se posicionar publicamente após receber uma série de comentários ofensivos sobre sua aparência nas redes sociais. Aos 58 anos, a atriz e apresentadora revelou ter sido alvo de críticas de homens que questionaram seu envelhecimento, situação que classificou como reflexo do machismo e do etarismo ainda presentes na sociedade.
Conhecida por sua trajetória na televisão e, mais recentemente, por sua passagem à frente do programa "Domingo Espetacular", da Record, Carolina utilizou o Instagram para compartilhar sua indignação. Segundo ela, chamou atenção a quantidade de mensagens que faziam julgamentos sobre sua aparência física.
"Eu tô impressionada com a quantidade de homens falando que eu estou velha, como o tempo passou pra mim. Mas os homens, é preciso que seja dito, eles se sentem no direito de julgar e estabelecer critérios, e fazem comentários sobre outras mulheres, porque na cabeça deles, não importa se eles são gordos, barrigudos, se é careca, tem nariz de batata, não importa", detonou.
Ao continuar o desabafo, a artista deixou claro que não se incomoda com a passagem do tempo e afirmou estar satisfeita com sua imagem. Carolina destacou que nunca tentou esconder a própria idade e que não vê motivo para fingir ser mais jovem do que realmente é: "Ele pode ser um monstro, mas ele vem falar pra Carolina Ferraz, que tem 58 anos, que é mãe de duas filhas, que nunca escondeu a idade... Tô ótima."
Na sequência, a apresentadora reforçou que encara o envelhecimento de forma natural e que não pretende alimentar padrões irreais de juventude. Para ela, aceitar a própria trajetória é mais importante do que corresponder às expectativas impostas por terceiros.
"O problema, é que eu não faço de conta que eu tenho 20, não pretendo enganar as pessoas. Tô muito feliz, me acho linda, todo mundo envelhece, o tempo passa para todos e isso que importa. Prefiro estar viva e envelhecer do que estar morta", completou a apresentadora.
Já na reta final do pronunciamento, Carolina Ferraz voltou a criticar os ataques recebidos e afirmou que esse tipo de comportamento expõe preconceitos ainda enraizados contra mulheres maduras. Sem poupar palavras, ela classificou os comentários como manifestações de machismo e etarismo. "A gente não precisa de comentário machista, etarista de homem de quinta categoria", reforçou.