Dayanne Bezerra voltou a se manifestar publicamente sobre a situação da irmã, a influenciadora Deolane Bezerra, que permanece detida na Cadeia Feminina de Tupi Paulista, no interior de São Paulo. Em publicações feitas nas redes sociais, a advogada demonstrou indignação ao comparar o caso da familiar com a recente decisão judicial que resultou na liberdade de Monique Medeiros, mãe de Henry Borel.




 

Por meio dos stories do Instagram, Dayanne questionou os critérios adotados pela Justiça e afirmou não compreender a diferença de tratamento entre as duas situações. Segundo ela, Deolane continua afastada da família e da filha, apesar de responder a acusações que ainda não tiveram desfecho definitivo.

 

“É difícil compreender. Enquanto Monique Medeiros foi autorizada a voltar para casa, Deolane continua privada da convivência com a filha por conta de acusações que ainda estão sendo discutidas”, começou a advogada.

 

 

Na sequência, ela reforçou a comparação ao destacar o papel de Deolane na criação dos filhos.




 

“Uma mulher dessa ganha a liberdade de ir para as ruas; a outra que criou e cria três filhos sozinha segue lutando pelo direito de estar ao lado da filha que depende exclusivamente dela. Situações como essa fazem muitas pessoas questionarem os critérios adotados pela Justiça”, encerrou.

 

A declaração foi feita após Monique Medeiros deixar a prisão nesta quinta-feira (4/6). A mãe de Henry Borel foi beneficiada por uma decisão do Tribunal do Júri do Rio de Janeiro, que resultou na expedição de um alvará de soltura.

 

Durante o julgamento realizado no 2º Tribunal do Júri da capital fluminense, a acusação de homicídio doloso atribuída a Monique foi desclassificada para homicídio culposo, quando não há intenção de matar. A juíza Elizabeth Machado Louro concedeu o perdão judicial e citou questões de gênero ao justificar a decisão.




 

Ao anunciar a dosimetria da pena, a magistrada avaliou que Monique já havia enfrentado uma punição significativa por meio da condenação social sofrida ao longo dos últimos anos. Segundo a juíza, a expectativa de que a mulher corresponda ao papel de uma “mãe perfeita” contribuiu para uma reação pública desproporcional diante de sua participação no caso.

 

O veredito foi divulgado ao término do décimo dia de julgamento. Na mesma decisão, o 2º Tribunal do Júri do Rio de Janeiro considerou o ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Dr. Jairinho, culpado pelos crimes de homicídio duplamente qualificado, tortura e coação no curso do processo. 

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