Uma atitude incomum praticada por Virginia Fonseca durante uma visita a Dubai acabou gerando um amplo debate nas redes sociais. Nas imagens, a influenciadora aparece beijando um macaco na boca, atitude que chamou atenção de especialistas por envolver riscos biológicos tanto para pessoas quanto para os próprios animais.
O contato direto com saliva de primatas é visto com cautela por profissionais da saúde justamente pela facilidade de transmissão de micro-organismos entre espécies geneticamente próximas. Humanos e macacos compartilham vulnerabilidade a diversos vírus e bactérias, o que aumenta a possibilidade de contaminação em interações muito próximas.
Entre os riscos para seres humanos estão infecções virais, doenças respiratórias, hepatites, tuberculose, herpes, raiva [caso da foto da capa da matéria; grave e fatal] e problemas intestinais provocados por parasitas e bactérias. Dependendo da espécie do primata e das condições sanitárias do ambiente, o contato pode representar perigo significativo.
Mas os animais também podem sofrer consequências ao serem expostos a secreções humanas. Vírus comuns entre pessoas conseguem atingir os primatas com relativa facilidade, especialmente em situações de beijo, alimentação compartilhada ou troca de saliva.
Especialistas apontam que doenças como sarampo, gripe, Covid-19 e herpes simples estão entre as principais ameaças para macacos mantidos em cativeiro, reservas ambientais ou santuários turísticos. Em alguns casos, surtos dessas enfermidades já provocaram mortes de primatas em centros de conservação.
Outro fator de preocupação envolve infecções respiratórias transmitidas por humanos, consideradas especialmente agressivas para determinadas espécies de macacos.
Por esse motivo, instituições ligadas à preservação animal e profissionais da área veterinária orientam que visitantes evitem qualquer contato íntimo com primatas, mesmo em locais autorizados para turismo ecológico ou interação supervisionada.