Mais de uma década após enfrentar um linfoma não-Hodgkin, o ator Reynaldo Gianecchini segue curado da doença e em remissão. O tratamento enfrentado pelo artista foi considerado intenso e incluiu sessões de quimioterapia, além de um transplante autólogo de medula óssea.
O diagnóstico aconteceu depois que Gianecchini procurou atendimento médico para investigar uma hérnia na região da virilha. Durante a avaliação, o quadro evoluiu para uma infecção e, posteriormente, médicos identificaram gânglios espalhados pelo corpo, o que levou à descoberta do câncer.
Sintomas podem ser confundidos com doenças comuns
O linfoma não-Hodgkin é um tipo de câncer que afeta o sistema linfático e pode apresentar sinais semelhantes aos de problemas menos graves, como infecções e quadros gripais, dificultando a identificação precoce.
Entre os sintomas mais frequentes estão os linfonodos aumentados — conhecidos popularmente como ínguas — principalmente no pescoço, axilas e virilha. Na maior parte das vezes, esses caroços aparecem sem provocar dor.
A doença também pode causar febre persistente, suor noturno intenso, perda de peso sem motivo aparente, cansaço excessivo, coceira pelo corpo e sensação constante de fraqueza. Quando há comprometimento da região torácica, falta de ar e tosse também podem surgir.
Outros sinais possíveis incluem dores abdominais, inchaço na barriga, sensação de estômago cheio rapidamente durante as refeições e episódios frequentes de infecção.
Como é feito o diagnóstico
O aumento dos gânglios linfáticos costuma ser um dos principais indícios observados pelos médicos durante a investigação clínica.
Para confirmar o diagnóstico, normalmente são solicitados exames laboratoriais e de imagem, como tomografia computadorizada e PET-CT. A confirmação definitiva, porém, depende da realização de uma biópsia do linfonodo afetado, exame responsável por identificar o subtipo da doença.
Tratamento varia conforme o tipo e estágio
O tratamento do linfoma não-Hodgkin depende da agressividade do câncer e da fase em que ele é descoberto. Entre as abordagens mais utilizadas estão quimioterapia, imunoterapia, terapias-alvo e transplante de medula óssea em casos específicos.
Quando identificado precocemente, o câncer costuma apresentar boas chances de controle e cura.
No caso de Reynaldo Gianecchini, a recuperação envolveu quimioterapia intensiva seguida de um transplante autólogo de células-tronco, técnica em que as próprias células do paciente são utilizadas para reconstruir a medula óssea após o tratamento.