Atualmente consolidada como uma das principais vozes da música brasileira, a cantora Simone Mendes ostenta uma vida de conforto, com mansões e até aeronave própria para cumprir compromissos profissionais. No entanto, por trás do sucesso, ela carrega lembranças profundas de uma infância marcada por dificuldades extremas e pela perda precoce do pai.




Aos 41 anos, a artista relembrou um dos episódios mais dolorosos de sua trajetória pessoal ao falar sobre a morte do pai durante participação no programa Angélica ao Vivo, exibido pelo GNT. Na conversa, ela revisitou o período em que a família vivia em situação de extrema pobreza e ainda enfrentava mudanças constantes em busca de sobrevivência.

Nascida em Uibaí, na Bahia, Simone viveu parte da infância no Mato Grosso, onde a família se mudou tentando melhorar de vida. O pai, Antonio, trabalhava como garimpeiro e acreditava que poderia mudar a realidade da casa durante o período de crescimento da mineração na região.

A esperança, porém, foi interrompida de forma abrupta. A cantora contou que o pai morreu quando ela ainda era criança e que a família não tinha recursos para um sepultamento adequado. "É muito ruim de lembrar. Perdi meu pai com oito aninhos, era muito pequena. Quando ele morreu, foi enterrado como indigente, porque éramos muito pobres. Minha mãe não tinha estudo", relatou.




Anos depois, já com a carreira consolidada ao lado da irmã Simaria Mendes, com quem formou dupla antes de seguir em carreira solo, Simone revelou que as duas fizeram uma promessa quando alcançassem estabilidade financeira: dar ao pai um enterro digno. No entanto, o desejo não pôde ser realizado.

De acordo com a artista, o local onde o corpo foi sepultado não resistiu ao tempo. "Prometemos ao nosso pai que, o dia que Deus abençoasse nossa vida, tiraríamos o corpo de lá e daríamos um enterro digno a ele. Como na época o corpo era enterrado diretamente na terra, a chuva foi levando. Tentamos na justiça, exumamos duas vezes, mas não tinha mais nada", explicou.
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