O embate judicial envolvendo Murilo Huff e dona Ruth Moreira pode estar caminhando para uma solução. Segundo informações divulgadas pelo programa "Fofocalizando" na segunda-feira (4), as partes teriam avançado em tratativas que indicam uma possível trégua após meses de disputa pública e nos tribunais.
Conforme apurado pela atração do SBT, o cantor e a avó materna de Léo teriam concordado em reduzir o nível de conflito, abrindo espaço para negociações que envolvem não apenas a convivência com o menino, filho de Murilo com Marília Mendonça, mas também questões financeiras ligadas ao patrimônio deixado pela artista.
Entre os pontos em discussão estão direitos autorais, fonogramas e gravações da cantora. O espólio de Marília Mendonça é estimado em cerca de R$ 300 milhões, podendo alcançar aproximadamente R$ 500 milhões quando considerados outros ativos.
Nos bastidores, porém, as conversas seguem sob forte sigilo. O jornalista Matheus Baldi, um dos apresentadores do Fofocalizando, afirmou ter buscado esclarecimentos com representantes legais de ambas as partes sobre a formalização de um eventual acordo. A resposta recebida foi de que o processo corre em segredo de Justiça, o que impede a divulgação de detalhes.
O desgaste entre Murilo Huff e dona Ruth começou a se tornar público em meados de 2025, quando uma relação antes considerada harmoniosa passou a ser marcada por atritos e acusações.
Na ocasião, o conflito teria se intensificado após o relato de uma ex-funcionária da casa da avó materna de Léo. Segundo informações divulgadas na época, ela teria apontado situações consideradas sensíveis na rotina do menino, incluindo orientações para que babás evitassem compartilhar informações com o pai e questionamentos sobre a gestão do patrimônio do herdeiro de Marília Mendonça.
Com o avanço das tensões, as trocas de acusações ganharam espaço público. Dona Ruth afirmou que Murilo não estaria cumprindo o pagamento de pensão alimentícia, enquanto o cantor apresentou comprovantes de despesas mensais superiores a R$ 15 mil com o filho.
Em meio ao impasse, a Justiça de Goiás decidiu, em julho de 2025, conceder a guarda unilateral provisória de Léo a Murilo Huff. A decisão levou em consideração o poder familiar do pai e indicou que ele reunia condições adequadas para assumir a responsabilidade integral pelo cuidado do menino.