A apresentadora Eliana Michaelichen retorna ao comando do "Saia Justa" nesta quarta-feira (29), na estreia de uma nova temporada da atração. Ao lado de Bela Gil, Erika Januza, Juliette Freire e Tati Machado, ela segue à frente do programa ao vivo mantendo o tom direto que vem adotando desde 2024, sem se abalar com críticas relacionadas aos temas discutidos e à forma transparente com que se posiciona.




Ao longo de sua participação no programa, Eliana passou a ganhar destaque justamente por se envolver em debates sobre assuntos íntimos, muitas vezes considerados delicados ou ainda cercados de tabu pelo público.

Em entrevista ao jornal "Extra", a apresentadora comentou a repercussão desse posicionamento e disse não ter receio de se expor quando julga necessário. "Nunca me censurei ao vivo. Mas é curioso como, no auge dos meus 50 anos, algumas pessoas ainda acham que falar sobre minhas experiências é me expor demais", afirmou.

De acordo com ela, esse tipo de reação costuma surgir com mais força quando os debates envolvem pautas femininas mais sensíveis.

A comunicadora lembrou situações em que tratou abertamente de temas como menopausa e sexualidade durante o programa. "Então, nos momentos em que me abri sem filtro no sofá do Saia, falando sobre menopausa, orgasmo ou assuntos feministas, eu o fiz sabendo que talvez esses depoimentos incomodassem algumas pessoas", explicou.




Apesar das reações, Eliana afirma lidar com as críticas de forma tranquila e sem perder o foco do propósito da atração. "Mas tudo bem, faz parte desagradar alguns", completou, reforçando que enxerga o programa como um espaço de diálogo sincero.

Vivendo uma fase de transição na carreira, a apresentadora também acumula a apresentação do Em Família com Eliana, exibido aos domingos na TV Globo. Segundo ela, o momento exige adaptação por conta das diferenças entre os formatos.

Ao detalhar essa mudança, Eliana destacou o processo de aprendizado. "Tive que adaptar a minha bagagem de 30 e tantos anos de palco ao formato do Saia. E foi um aprendizado fazer um programa sem auditório", relatou.




Na mesma entrevista, ela explicou como contribui para o conteúdo da atração a partir de sua vivência pessoal e de conversas cotidianas entre mulheres. "Sobre os temas que tratamos, trouxe minha vivência como mulher, das conversas entre amigas, das confidências femininas, que são absolutamente importantes pra todas nós", disse.

Por fim, a apresentadora avaliou o início de sua jornada no novo projeto dominical e comentou a recepção do público. "É claro que, como todo novo formato, sempre estamos prontos para ajustar o que for preciso. Mas esse primeiro mês no ar nos provou que rolou uma conexão genuína do brasileiro com o Em Família. Era esse o nosso objetivo", analisou.
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