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Em meio à repercussão negativa envolvendo o evento "Farol & A Forja", o ator Juliano Cazarré veio a público na sexta-feira (24) para comentar o assunto. O posicionamento foi feito por meio de um vÃdeo divulgado em seu perfil no Instagram, após o projeto voltado ao público masculino virar alvo de crÃticas.
Ao falar sobre o caso, Cazarré adotou um tom de agradecimento em relação à visibilidade gerada. Segundo ele, a controvérsia acabou ampliando o alcance da iniciativa. "Eu só posso agradecer, primeiro, a todo mundo que veio aqui criticar e acabou jogando o nosso evento na mÃdia e na boca de todo mundo. Obrigado!", declarou.
O ator também destacou que o episódio teve reflexos diretos no crescimento de sua presença digital. "São mais de 400 mil novos seguidores. Sejam bem-vindos aÃ!", disse, apontando o aumento expressivo no número de pessoas acompanhando seu conteúdo.
Além disso, ele afirmou que a procura pelo evento cresceu significativamente após a polêmica ganhar força nas redes. "Os nossos eventos também já têm milhares de pré-inscritos. A gente tinha 500 pessoas, a última vez que eu vi já tinha mais de 5 mil. Decuplicou! Então, obrigado a todo mundo aà que fez essa publicidade grátis", completou.
Na sequência, Cazarré reforçou que pretende seguir produzindo conteúdos alinhados à s suas convicções pessoais. "Vamos tentar continuar lutando com serenidade por aquilo que a gente acredita: por homens melhores, por pais melhores, por famÃlias mais estruturadas, mais sólidas", afirmou.
A controvérsia teve inÃcio quando o artista anunciou a criação do Farol & A Forja, um encontro direcionado a homens com discussões sobre masculinidade, paternidade e o papel masculino na famÃlia. A proposta rapidamente gerou debate nas redes sociais.
Nos materiais de divulgação, publicações no perfil do ator mencionavam que ele já teria sido "cancelado várias vezes", citando como exemplo posicionamentos como a defesa de papéis distintos para pai e mãe e a ideia de "não pedir desculpa por ser homem".
Outro trecho das postagens indicava que o ator enxerga um cenário com "homens perdidos", "famÃlias se desfazendo" e uma sociedade que, em sua visão, teria "enfraquecido os homens".
A repercussão mobilizou diversos nomes do meio artÃstico. Julia Lemmertz comentou: "Que Deus tenha piedade dessa nação". Já Betty Gofman classificou o colega como "criatura incompreensÃvel", enquanto Paulo Betti criticou o tom da publicação, afirmando que ele falava de si "na terceira pessoa".
Outras artistas também reagiram publicamente. Marjorie Estiano considerou a iniciativa problemática e afirmou que o discurso reforça ideias que "matam mulheres todos os dias". Claudia Abreu citou os "recordes de feminicÃdios" no paÃs como parte da crÃtica. Por fim, Elisa Lucinda declarou enxergar um "atraso no pensar" e definiu a proposta como "um grande e preocupante delÃrio".