O apresentador Tadeu Schmidt falou abertamente sobre o luto pela morte do irmão, o ex-jogador Oscar Schmidt, durante entrevista exibida no Fantástico deste domingo (19). Em tom emocionado, ele revelou a dificuldade em lidar com a perda.




 

"Eu não lido bem com a morte, eu lido muito mal com a morte. Eu odeio a morte", declarou.

 

Mesmo abalado, Tadeu manteve seus compromissos profissionais e apresentou o BBB 26 na sexta-feira (17), poucas horas após a morte do irmão. A primeira entrevista sobre o momento delicado foi concedida no sábado (18) à colega Poliana Abritta, e levada ao ar no programa dominical.

 

 

Ao recordar a trajetória ao lado de Oscar, o apresentador refletiu sobre o impacto da perda. "É uma história que acabou. A minha história toda tem lembranças de Oscar. Essa história foi concluída, e é muito triste", disse.

 

Ele também relembrou a relação construída desde a infância: "Na imagem que eu tenho de nós dois, eu sou sempre o bebezinho, sou sempre a criancinha que o irmão mais velho tá cuidando, que o irmão mais velho tá brincando".




 

Com 16 anos de diferença entre eles, Tadeu contou que a convivência ganhou novos contornos na vida adulta. "Eu só passei a ser irmão dele mesmo quando eu me tornei adulto, saindo pra jantar, batendo papo e tal."

 

 

 

Durante a conversa, o jornalista destacou que nem considerou a possibilidade de se afastar do trabalho no dia da morte.

 

"Schmidt é assim: se entregar ao máximo, se dedicar ao máximo, não dar desculpa para nada. É para fazer? Vamos fazer.

 

O Oscar jogou uma vez uma partida com a mão quebrada. Ela estava quebrada, e ele foi pro jogo. Eu só vou deixar de trabalhar um dia, se realmente eu tiver uma coisa muito grande, se eu estiver estatelado no chão", afirmou.




 

Ele também ressaltou a influência do irmão em sua vida. "Ele é o campeão que eu tinha em casa, ele é o herói que eu tinha em casa. Então a maneira como eu sempre enfrentei as coisas na minha vida... Isso é culpa de Oscar", contou.

 

Segundo Tadeu, o orgulho entre os irmãos sempre foi recíproco. "Essa é uma coisa que a gente sempre carregou a vida inteira, eu e meus dois irmãos. A gente sempre foi muito orgulhoso um do outro."

 

Ao ser questionado sobre um traço pouco conhecido do ex-atleta, ele não hesitou: "O Oscar é o cara mais carismático que eu já conheci na vida. Isso é mais uma coisa do nosso jeito Schmidt de ser: falar bobagem a noite inteira. E não ter vergonha de nada".




 

 

Por fim, o apresentador refletiu sobre a saudade e o que vem pela frente. "Se eu pudesse, eu queria ter meus dois irmãos aqui e ficar só batendo papo, falando bobagem. Quando é para falar sério, a gente fala sério, mas a vida chega ao fim um dia, né?".

 

Em seguida, resumiu como pretende seguir: "A gente chora, mas a gente vai em frente. Tem que chorar, se não chorasse, não seria Schmidt também", concluiu, com um sorriso. 

 

 

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