A influenciadora trans Suellen Carey, de 38 anos, diz que começou a olhar de outra forma para a própria rotina na academia depois de perceber que sua ficha estava registrada como masculina. Para ela, o incômodo não ficou só no detalhe, mas no que aquilo poderia dizer sobre o tipo de treino que vinha sendo aplicado.
“Eu estava treinando normalmente, até que fui olhar com mais calma e vi que estava como masculino. Aquilo me travou na hora, porque não tinha nada a ver com o que eu quero pro meu corpo”, conta.
A partir dali, o treino deixou de ser automático. “Eu comecei a prestar atenção em tudo. Exercício, divisão, foco… e fiquei pensando se aquilo já vinha de um padrão pronto, sem olhar pra mim”, diz.
Ela explica que o ponto não é só o erro, mas o que ele representa. “Aquilo me fez questionar se o treino de academia para mulheres trans deve ser o mesmo aplicado para mulheres ou se ninguém está olhando de fato pro objetivo de cada pessoa”, afirma.
Depois disso, ela diz que mudou a postura dentro da academia. “Hoje eu não sigo mais nada no automático. Se não faz sentido pra mim, eu paro e questiono. Porque no fim, o corpo é meu, não é um padrão que tem que servir pra todo mundo”, conclui.