Aviso: o conteúdo a seguir aborda temas sensíveis, incluindo violência contra a mulher e violência doméstica. Se você ou alguém que conhece estiver em situação de risco, ligue 180 para orientação e denúncia.




De acordo com o portal LeoDias, o deputado estadual Lucas Bove (PL) passou a responder a um segundo processo criminal envolvendo a influenciadora digital Cíntia Chagas, sua ex-esposa. Desta vez, ele foi denunciado por suposto descumprimento de dez medidas protetivas de urgência, no contexto de uma ação que tramita na área de violência doméstica.

A nova fase do caso prevê que as audiências de instrução e julgamento ocorram em outubro, após o primeiro turno das eleições. Paralelamente, o parlamentar já é réu em outra ação relacionada a violência doméstica contra Cíntia Chagas, ainda sem data definida para julgamento.

No ano passado, a Polícia Civil de São Paulo concluiu o inquérito sobre o caso, apontando o deputado como investigado por perseguição e violência psicológica contra a influenciadora. Conforme informações divulgadas pelo portal g1, o relatório com cerca de 60 páginas foi finalizado em 15 de setembro pela 3ª Delegacia de Defesa da Mulher da capital e encaminhado ao Judiciário.




Em outubro de 2025, o Ministério Público chegou a solicitar a prisão preventiva do parlamentar. Na ocasião, Lucas Bove se manifestou em suas redes sociais e contestou as acusações.
 
"A decisão acabou de sair, e a imprensa soube antes de mim! A delegada da Delegacia da Mulher afastou totalmente as acusações (descabidas) de violência física e me indiciou por 'violência psicológica'. Fato curioso: há um laudo oficial do IMESC (além de diversas declarações da outra parte) atestando que não há dano psicológico, ignorado pela delegada! Outro fato curioso: a outra parte falou publicamente ontem que eu joguei uma f@c4 nela, mesmo com a delegada tendo afirmado o contrário, ignorando o segredo de justiça e desrespeitando uma cautelar que também a proíbe de falar! E nada acontece...", afirmou à época.

Na mesma declaração, o deputado também criticou interpretações do caso e mencionou o impacto público das acusações.



 
"Ou seja, a militância feminista que alcançou o poder público deixa claro que, se você for mulher: não precisa cumprir as regras impostas pela Justiça; sua palavra vale mais do que suas ações, do que seu histórico e até do que um documento oficial assinado por um profissional devidamente qualificado e isento. Eu, na qualidade de deputado sob a qual estou fazendo estas postagens, sinto vergonha em nome das milhares de vítimas reais de violência que muitas vezes deixam de denunciar justamente pela descredibilização que as falsas denúncias trazem à causa", declarou.

Apesar do pedido de prisão feito pelo Ministério Público naquele momento, a Justiça paulista rejeitou a solicitação e determinou a aplicação de medidas cautelares. Agora, com a nova decisão, Lucas Bove volta a figurar como réu em processo relacionado ao descumprimento dessas medidas protetivas.
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