O que era para ser apenas mais um registro de viagem em Fernando de Noronha acabou virando uma disputa judicial de grandes proporções para o influenciador Carlinhos Maia. Nesta segunda-feira (13), ele usou as redes sociais para relatar que foi alvo de um processo movido pelo ICMBio, com cobrança que chega a R$ 1 milhão. A informação foi divulgada em primeira mão pelo colunista Daniel Nascimento.




 

Segundo o próprio Carlinhos, a autuação está relacionada a um episódio ocorrido durante um passeio de barco na ilha, quando integrantes de sua equipe alimentaram uma gaivota com pedaços de camarão. Ele afirma que apenas registrou a cena com o celular e apagou o conteúdo logo depois, após ser alertado de que a prática era proibida.

 

O influenciador destacou que a pessoa responsável por alimentar o animal recebeu uma multa de R$ 5 mil, valor padrão para esse tipo de infração , enquanto ele acabou sendo enquadrado sob a justificativa de exploração comercial da imagem do animal, o que resultou na cobrança milionária.

 

 

 

“É um negócio tão absurdo. Eu já vi de tudo na minha vida, mas que eu estou explorando a imagem de uma gaivota comercialmente… Eles estão me cobrando 1 milhão de reais por ter filmado, meu amigo. Isso é abuso de poder”, declarou.




 

A informação veio à tona inicialmente por meio do colunista Daniel Nascimento, do jornal O Dia. Inconformado, Carlinhos afirmou que já acionou seus advogados e decidiu contestar a medida na Justiça, classificando o caso como desproporcional e fruto de perseguição.

 

Durante o desabafo, ele também criticou o órgão ambiental, citando situações que considera contraditórias, como a presença de carcaças de tartarugas na Praia do Peba, que, segundo ele, teriam permanecido no local por semanas.

 

O influenciador ainda aproveitou para apontar problemas estruturais no arquipélago, afirmando que, apesar da alta arrecadação com taxas turísticas, a região carece de melhorias básicas.




 

“Se vocês tivessem me pedido 1 milhão de reais para ajudar em coisas de que a ilha precisa, eu doaria. Mas para dizer que eu estou explorando a imagem de uma gaivota? Se isso for aprovado pela Justiça, vai ser um dos maiores absurdos judiciários que eu vou presenciar na minha vida”, concluiu. 

 

 

 

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