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Eleita Miss Universo 2025 em uma edição cercada de questionamentos, Fátima Bosch voltou ao centro das atenções após declarações feitas durante um evento em El Salvador. A mexicana, de 25 anos, surpreendeu ao adotar um tom crÃtico ao falar sobre concursos de beleza — justamente o caminho que a levou ao tÃtulo.
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Convidada pela Isabella GarcÃa Manzo a deixar uma mensagem de incentivo para meninas interessadas nesse universo, ela respondeu de forma direta: "Eu não aconselharia ninguém a entrar em um concurso de beleza, de verdade. Eu sou sincera".
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Logo depois, buscou contextualizar a fala: "Vocês sabem que eu não tinha planejado participar, mas a realidade depende da pessoa que tem a coroa e do propósito que vai dar a ela. Se você tem um projeto importante e algo ao qual quer dar visibilidade, e vê a plataforma como um espaço para usá-la com propósito, siga em frente".
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Dias antes, a miss já havia enfrentado uma situação tensa durante um evento acadêmico em Universidade Harvard, quando foi questionada publicamente sobre a legitimidade de sua vitória. Uma estudante citou denúncias envolvendo a organização do concurso e decisões internas do júri.
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"É de conhecimento público que o dono do Miss Universo é um homem que agora está sendo julgado por corrupção e muitas coisas. E também que disse ter 70% de decisão de quem ganha a coroa. Seis dos oito jurados do concurso afirmaram que não votaram em você. Por que então você decidiu ficar com a coroa ao invés de entregá-la?", perguntou uma aluna.Â
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Em resposta, Fátima rebateu: "O mundo pode dizer muitas coisas, mas, na verdade, é só uma, não é? Se você trabalha duro por algo e a sua companheira ao seu lado, que não conseguiu o mesmo cargo que você, mente para desacreditar sua conquista, você renunciaria? Já vi que você quer viralizar. Muito bem!".
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As polêmicas em torno da coroação também envolvem questões externas ao concurso.
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Em 2023, quando seu pai, Bernardo Bosch Hernández, ocupava função de gestão na Petróleos Mexicanos (Pemex), a estatal firmou um contrato de 745,6 milhões de pesos com uma empresa ligada a Raúl Rocha Cantú, que no ano seguinte se tornaria presidente do Miss Universo ao adquirir parte da franquia.
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Bernardo Bosch Hernández, engenheiro com longa atuação no setor energético, também já havia sido alvo de sanção administrativa.
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Em 2019, enquanto exercia cargo na área de Responsabilidade e Desenvolvimento Social, foi impedido de atuar no serviço público por dez anos após não comprovar a origem de uma renda de 6,5 milhões de pesos, valor superior ao declarado como servidor entre 2011 e 2015.
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