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Silvia Abravanel afirmou que não vê crime na declaração feita por Ratinho contra a deputada Erika Hilton (PSOL-SP) durante seu programa no SBT.
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O posicionamento de Silvia Abravanel
A apresentadora declarou que o comentário do colega não atingiu a dignidade da parlamentar. "A gente é público. A gente está com o microfone aberto. A minha opinião, a opinião de cada pessoa compete a cada pessoa. Mas eu acho que não foi um crime o que ele fez, que ele não ofendeu a dignidade nem a moral dela", disse em entrevista ao Metrópoles.
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Segundo Silvia, personalidades públicas precisam lidar com crÃticas e elogios ao expor sua vida na televisão ou na polÃtica: "Como ela [Erika Hilton] é uma pessoa que está aberta, está na polÃtica, aberta para a televisão, ela tem que aceitar também as crÃticas que vêm de qualquer pessoa."
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Ela explicou ainda que não acompanhou as discussões internas do SBT e que não participa da gestão diária da emissora: "No SBT, por incrÃvel que pareça, eu só sou apresentadora e acionista. Quando tem que ser acionista, nas reuniões de acionistas. Então, o que acontece no administrativo eu não participo."
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Sobre Silvio Santos, Silvia afirmou que ele teria se mantido imparcial caso estivesse à frente do tema. "A gente tem livre-arbÃtrio de poder falar o que a gente fala. O Ratinho ou qualquer outro apresentador. Então, no momento em que ele, o Ratinho, fez a crÃtica dele, não foi contra a dignidade da Erika, foi a opinião que ele tem. Então, o Silvio teria sido imparcial", completou.
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A fala de Ratinho e as consequências
Ratinhocriticou a eleição de Erika Hilton para presidir a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara, afirmando que não a considera mulher. Durante o programa, disse que "para ser mulher tem que ter útero" e questionou se seria "justo" uma mulher trans ocupar o cargo.
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Após o episódio, o Ministério Público Federal (MPF) processou Ratinho e o SBT por R$ 10 milhões. Além disso, solicitou a remoção do programa da internet, retratação pública no mesmo horário da exibição e campanhas de conscientização contra discriminação na programação, entre outras ações.
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Ratinho defendeu sua posição como "crÃtica polÃtica" e afirmou que não vai recuar. Em vÃdeo publicado nas redes sociais, declarou que "crÃtica polÃtica não é preconceito" e afirmou ser alvo do "patrulhamento da lacração".