A influenciadora Andressa Urach participou de uma cerimônia de iniciação ligada à Pomba Gira, em Porto Alegre, guiada pelo sacerdote Bruxo Malagueta. A ritualística segue a tradição da Kimbanda, prática das religiões afro-brasileiras marcada por rituais de consagração e preparação espiritual.




 

Durante o evento, Andressa passou por banhos espirituais e etapas preparatórias que culminaram na montagem do assentamento da entidade, estrutura simbólica composta por objetos que representam a presença da entidade cultuada.

 

Segundo a influenciadora, este procedimento formaliza a conexão espiritual do iniciado com seu guia religioso. "Muitas pessoas estão chocadas porque na Kimbanda existem rituais que envolvem o sangue do animal sacrificado", afirmou.

 

 

 

"Na própria Bíblia existem inúmeros rituais de sacrifício e sangue oferecidos a Deus. Durante séculos, judeus e cristãos praticaram sacrifícios de animais como parte da fé", disse. 




 

O sacerdote Bruxo Malagueta explicou que o assentamento agrega instrumentos e elementos ligados à entidade espiritual de Andressa, simbolizando a conclusão de seu processo iniciático: "Ela passou por todos os preceitos de iniciação e foi montado o assentamento da entidade dela. Isso significa que agora ela é uma pessoa iniciada dentro da Kimbanda."

 

Ele detalhou que o assentamento atua como um ponto ritualístico, onde a entidade passa a ser representada espiritualmente. No caso da Pomba Gira, objetos e instrumentos específicos são utilizados. "É um tacho com diversos elementos utilizados nos rituais, onde aquele espírito passa a residir simbolicamente dentro da prática religiosa", explicou.

 

O sacerdote, que segue religiões de matriz africana desde os nove anos e tem 33 anos, ressaltou que a iniciação é um momento marcante para quem decide trilhar esse caminho espiritual. Andressa descreveu a experiência como intensa e transformadora. "Foi um momento de grande emoção, foi tudo muito forte", relatou.

 

"Você pode não concordar com a minha fé e está tudo bem. Mas respeito religioso é o mínimo em uma sociedade livre. Intolerância religiosa não é opinião. É crime", concluiu.

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