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Nereide Nogueira guarda lembranças marcantes, como o vestido vermelho e a piteira usados no clipe que a tornou famosa. Hoje, aos 53 anos, os cabelos curtinhos e grisalhos contrastam com o visual vibrante da época, e o corpo que antes era violão agora exibe curvas mais suaves.
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O icônico vestido vermelho foi substituÃdo por outro modelo da mesma cor, usado em eventos que celebram sua trajetória no videoclipe de "Pelados em Santos", clássico da curta carreira dos "Mamonas Assassinas".
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Musa do clipe, Nereide mantém relÃquias e registros daquela fase, sendo constantemente lembrada pelos fãs da banda, que terminou tragicamente após a morte dos integrantes em um acidente aéreo na Serra da Cantareira, em 2 de março de 1996.
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No Instagram, a modelo compartilha histórias da convivência com "os meninos". Em uma publicação ao lado de Rubinho Barrichello, ela revela: "Se não fosse a foto, em que apareço com o mesmo look, jamais teria sido a pitchula do clipe."
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Longe dos holofotes, casada e mãe, Nereide vive em São Paulo e continua ativa no universo artÃstico, mas nos bastidores. Ela atua como produtora e modelo de pele madura. Depois do sucesso, morou no Rio de Janeiro para estudar teatro, tendo na mesma turma Marcello Antony e LetÃcia Spiller.
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Nos anos 2000, participou de programas no SBT com Silvio Santos e trabalhou como assistente de Milton Neves na Band. Também fez uma participação em "O Fim do Mundo", da Globo, em 1996.
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Em sua casa, conserva fotos inéditas dos bastidores do clipe, que levou 14 horas para ser filmado, e lembranças com Dinho e os demais integrantes. Entre os objetos, destaca a piteira que usou durante a gravação, que considera seu trabalho mais importante. "Eles eram muito simples e engraçados. Não tinham nenhum estrelismo. Foram 14 horas de gravação em São Paulo, e conversamos muito esperando a hora de gravar. Por sorte, eu tinha uma máquina fotográfica e tirei algumas fotos dos bastidores, que nunca ninguém viu", contou em live no Instagram Aquela Infância.
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Durante a filmagem, surgiu uma aproximação entre Nereide e o baixista Samuel Reoli, que chegou a convidá-la para um show em São Paulo, no camarote da banda. "Samuel deu uma cismada comigo, e eu, confesso, adoro homem com covinhas. Não teve tempo para a gente ter alguma coisa, mas poderÃamos ter tido. A gente só não conseguiu bater as agendas na época. Os meninos não paravam", lembrou a musa.