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Eliana, 53, compartilhou ao jornal O Globo sua trajetória ao migrar de programas infantis para atrações voltadas para toda a famÃlia, lembrando os desafios de se reinventar diante das câmeras.
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A apresentadora recorda como controlava cada gesto durante sua carreira infantil. "Imagina ficar 16 anos tendo total consciência que eu não podia me expressar como uma adolescente ou como uma jovem de 20 ou 30 anos de idade, como normalmente eu faria, como qualquer outra garota faria na época? Me policiava mesmo: roupas, gestos, a maneira como me comunicava. O exemplo que tinha que dar às pessoas... Sempre me catequisei nesse lugar", relembra.
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Terapia para se libertar diante das câmeras
Ao assumir um programa dominical, Eliana decidiu buscar ajuda profissional. A sexóloga Maria Helena Matarazzo auxiliou a apresentadora a explorar sua expressão corporal e emocional: "Com toda essa consciência emocional e corporal, fazer essa transição para uma sala mais aberta, pode passar o batom vermelho e deixar a unha vermelha que antes não usava, mostrar mais o corpo, a sensualidade, ter um molejo, cruzar suas pernas de saia. Era tudo isso que não sabia que podia."
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Eliana acrescenta: "Toda vez que a câmera ligava, eu voltava para a garota que já conhecia, que desde os 16 anos falava com o público infantil. Precisei me reinventar nesse lugar. E aà fiquei mais solta."
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Psicologia e percepção do público
Mesmo sem concluir a faculdade de psicologia, a apresentadora aproveitou os aprendizados acadêmicos para aprimorar sua atuação: "A forma como eu falava os brinquedos que lançava... Eu era muito garota e tinha total consciência da forma como me comunicava, do licenciamento de produtos. Pensava: 'Compraria para o meu filho? Gostaria que meu filho visse esse programa?'. Sempre me preocupei não só em entreter, mas informar."