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O que era para ser mais um vÃdeo gastronômico acabou em tragédia. A influenciadora Emma Amit, de 51 anos, morreu após consumir um crustáceo popularmente chamado de "caranguejo-do-diabo", espécie apontada como venenosa. O alimento foi preparado durante a gravação de um conteúdo para suas redes sociais, onde ela costumava compartilhar receitas e experiências com frutos-do-mar.
Segundo informações divulgadas pelo The New York Post, Emma esteve em um manguezal em Puerto Princesa, cidade costeira nas Filipinas, para coletar diferentes %u057F%u0565%u057D%u0561%u056Ftypes de mariscos. Ao todo, ela reuniu quatro espécies e mostrou o passo a passo do preparo, que incluÃa o cozimento com leite de coco. As imagens foram publicadas normalmente, mas, no dia seguinte à ingestão, a influenciadora passou a apresentar sintomas graves associados à s toxinas presentes no animal.
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Relatos de moradores da região indicam que Emma sofreu convulsões enquanto era levada à s pressas para uma clÃnica local. Diante da piora rápida do quadro, ela precisou ser transferida para um hospital, já inconsciente e com os lábios escurecidos. A morte foi confirmada no dia 6, apenas dois dias após o consumo do crustáceo. Posteriormente, autoridades encontraram no lixo da residência carapaças do chamado caranguejo-do-diabo, espécie comum na região Indo-PacÃfica.
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Especialistas apontam que o animal pode conter saxitoxina e tetrodotoxina - substâncias também associadas ao veneno do baiacu, conforme informações do Smithsonian - capazes de provocar paralisia e levar à morte em poucas horas, dependendo da quantidade ingerida. As toxinas atacam o sistema nervoso e podem causar insuficiência respiratória.
Após a repercussão do caso, autoridades locais reforçaram o alerta sobre os perigos do consumo de frutos-do-mar sem identificação segura. A recomendação é clara: evitar a ingestão de espécies desconhecidas ou potencialmente tóxicas. De acordo com os órgãos responsáveis, pelo menos duas mortes já foram registradas na cidade em circunstâncias semelhantes. O episódio reacende a discussão sobre os riscos envolvidos na produção de conteúdos extremos para as redes sociais e destaca a importância de cautela ao lidar com alimentos silvestres.