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Paris Hilton voltou ao centro do debate sobre violência digital ao relembrar um dos episódios mais dolorosos de sua vida pública. A empresária e socialite esteve novamente no Capitol Hill, em Washington, para apoiar a aprovação da Lei DEFIANCE, proposta que autoriza vÃtimas de deepfakes sexuais criados por inteligência artificial a processarem os responsáveis pela produção e divulgação desse tipo de conteúdo.
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Durante o discurso, Hilton resgatou a experiência vivida ainda na juventude, quando um vÃdeo Ãntimo foi divulgado sem autorização. "Quando eu tinha 19 anos, um vÃdeo privado e Ãntimo meu foi compartilhado com o mundo sem o meu consentimento. As pessoas chamaram isso de escândalo. Não foi. Foi abuso", afirmou.
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Segundo ela, o contexto da época agravou ainda mais a situação, já que não existiam mecanismos legais para amparar vÃtimas desse tipo de exposição. "Na época, não havia leis para me proteger. Não havia nem mesmo palavras para descrever o que tinha sido feito comigo. A internet ainda era nova, assim como a crueldade que veio com ela."
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O caso ocorreu em 2004, quando imagens Ãntimas de Paris, então com 19 anos, ao lado do ex-namorado Rick Salomon, de 31, passaram a circular publicamente sem consentimento. O episódio teve repercussão mundial e marcou profundamente sua trajetória pessoal e profissional. Hilton relatou que, além da violação de privacidade, enfrentou ataques públicos e exploração midiática. "Eles me xingaram. Eles riram e fizeram de mim motivo de piada. Eles venderam minha dor por cliques e depois me disseram para ficar calada, seguir em frente e até mesmo ser grata pela atenção", desabafou a empresária, que lançou recentemente o documentário "Infinite Icon: A Visual Memoir".
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Ao encerrar sua fala, Paris destacou o impacto emocional deixado pela violência sofrida e a falta de empatia da sociedade naquele momento. "Essas pessoas não me viam como uma jovem que havia sido explorada. Elas não viam o pânico que eu sentia, a humilhação ou a vergonha. Ninguém me perguntou o que eu havia perdido - perdi o controle sobre meu corpo, sobre minha reputação. Minha sensação de segurança e autoestima foram roubadas de mim", concluiu.