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A participação de Paolla Oliveira no programa "Angélica ao Vivo" reacendeu o debate sobre a pressão social para que mulheres se casem e tenham filhos. Ao lado de Clara Moneke, MaÃra Azevedo e Rômulo Estrela, a atriz comentou como as perguntas insistentes sobre maternidade atravessaram sua vida e a fizeram se sentir deslocada por não corresponder à s expectativas tradicionais.
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O assunto veio à tona quando Angélica quis saber como Paolla reage a essas cobranças. A atriz explicou que, anos atrás, não tinha segurança para responder e chegou a acreditar que valia menos por não seguir o roteiro social imposto à s mulheres. Hoje, afirma viver um perÃodo mais tranquilo, marcado pela compreensão de suas próprias escolhas.
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Paolla relatou que o silêncio ou a hesitação diante das perguntas sobre filhos já a colocaram em situações constrangedoras. Ela observou que essa pressão afeta muitas mulheres e que perceber trajetórias diversas ao seu redor trouxe acolhimento. "A gente estava falando de mulheres fortes, que nos inspiram; daà você vai olhando para o lado e vai vendo que não está sozinha. 37% das mulheres escolhem não ter filhos", refletiu.
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A atriz também comentou sobre a decisão de congelar óvulos, tomada para preservar sua autonomia reprodutiva. Segundo ela, a medida oferece tranquilidade, não como garantia de que será mãe, mas como possibilidade. Paolla reforçou que a maternidade deve ser fruto de escolha individual, e não uma imposição social ou biológica.
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No encerramento, a artista reafirmou que o valor de uma mulher não está condicionado à maternidade. "Hoje em dia eu respondo: não sei, tenho possibilidades, eu congelei óvulos. Eu tenho uma escolha porque quero ter. E se eu não quiser ter filhos, não teremos, e não somos menos importantes por isso", declarou.
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