Pioneiro no conceito de condomínio fechado no Brasil, o Alphaville, em São Paulo, tornou-se objeto de desejo dos endinheirados nos anos 1980. Morar em Barueri, mesmo distante da capital, era sinônimo de status. Pensado inicialmente como um polo industrial, o empreendimento rapidamente virou vitrine de mansões suntuosas e sobrenomes tradicionais. Dizer que vivia no local era praticamente atestar uma conta bancária robusta.




Com nome emprestado do filme de Jean-Luc Godard, lançado em 1965, o condomínio começou a ser erguido em 1973, ganhando notoriedade nacional pouco depois. Vários rostos conhecidos da televisão se mudaram para lá, formando uma vizinhança estrelada que incluía Hebe, Gugu, Pelé e Fábio Jr., entre outros.

A expansão do projeto pelo país manteve o mesmo padrão de sofisticação até alcançar o Rio de Janeiro. Na capital fluminense, o empreendimento se transformou no Alphaville Barra, instalado na atual Zona Sudoeste. É dentro desse território hiperexclusivo que surge uma nova elite, formada por profissionais que conquistaram seu patrimônio longe das heranças familiares.

O domínio do "Alpha", como é chamado pelos íntimos, está agora nas mãos de quem um dia sonhou ao passar diante das casas imponentes do condomínio. Esse é o caso de nomes como Ludmilla, Belo e jogadores como Vini Jr., Arrascaeta e Éder Militão, todos moradores de um espaço com 660 mil m² - 120 mil deles de área verde. Mesmo com tantas dimensões, as chances de encontros casuais entre as celebridades são reais.




O espírito de vizinhança quase "interiorano" também reaparece entre os moradores mais famosos. Belo e Ludmilla, por exemplo, residem praticamente em frente um ao outro. A cantora se mudou para lá em 2022, após enfrentar reclamações de vizinhos militares na Ilha do Governador por causa de suas festas.

Festas, reuniões e convivência cotidiana


Os encontros continuam acontecendo, embora com mais moderação desde o casamento da artista e o nascimento de sua filha com Brunna Gonçalves. Quando os eventos coincidem com a folga de Belo, o pagode está garantido. Em uma dessas ocasiões, o cantor chegou para uma visita e acabou no palco, animando os convidados.

Silvana, mãe de Ludmilla, passa boa parte do tempo no condomínio por conta da neta e desenvolveu uma amizade com Rayane Figliuzzi, namorada de Belo. As duas frequentemente se encontram na porta de casa para longas conversas entre vizinhas.




Regras e cuidados depois de episódios polêmicos


Atualmente, Ludmilla toma mais cuidado com suas celebrações, especialmente após uma multa pesada aplicada depois de Pabllo Vittar circular em área comum apenas de calcinha. "Ela ficou até de manhã, tirou a lace, entrou na piscina, ficou de calcinha correndo pelo condomínio", contou a cantora.

Eder Militão e Tainá estão entre os que mais investem em infraestrutura. Ao lado da casa de Vini Jr. - avaliada em R$ 20 milhões - ergue-se a futura mansão do casal, que terá um pavimento subterrâneo com palco, boate, salão de beleza e bar. As obras estão em andamento e, para acompanhar tudo, a influenciadora alugou uma casa na mesma rua.

Jogadores invadem o condomínio


O Alphaville Barra também recebeu outros nomes do futebol, como o técnico Filipe Luís e os jogadores Gonzalo Plata, Arrascaeta, Jorginho e até Diego Ribas, que usa sua casa como cenário para conteúdos e mentorias. É quase uma extensão do Ninho do Urubu.




Com imóveis que variam de R$ 5 milhões a R$ 35 milhões, o rigor no controle de acesso é proporcional ao luxo. "Praticamente pedem seu score do Serasa", brinca um produtor que frequenta o condomínio. Ele descreve o processo: apresentar documento, tirar foto, justificar o destino, passar por duas guaritas e ter o porta-malas revistado, além do acompanhamento de um segurança até a porta do morador.

Todo esse aparato tem custo: cerca de R$ 3,5 mil de condomínio mensal, variando conforme o tamanho da propriedade. Mas, apesar do acesso a áreas comuns, é raro ver celebridades na piscina geral ou na academia. Cada um conta com estrutura própria, e no máximo dão um passeio de bicicleta com os filhos pelas ruas cercadas de muros, grades e vigilância 24 horas.
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