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Após o Ministério Público de São Paulo solicitar sua prisão preventiva na quinta-feira (23), o deputado Lucas Diez Bove (PL) se pronunciou publicamente, apresentando sua versão sobre as acusações de agressões fÃsicas, verbais e psicológicas feitas por sua ex-esposa, CÃntia Chagas.
O parlamentar fez duras crÃticas ao que chamou de seletividade dentro da militância feminista, apontando contradições no movimento. Segundo ele, "na luta por direitos iguais", a realidade atual é distorcida, pois "o que é dito por vozes femininas sempre será a verdade absoluta, apenas pelo fato de serem mulheres", sem que haja, segundo Bove, uma apuração concreta dos fatos. Ele afirmou ainda que essa postura teria levado ao esvaziamento de uma pauta legÃtima, que deveria priorizar mulheres que realmente sofrem violência.
Em sua defesa, Lucas alegou que o pedido de prisão preventiva foi motivado apenas pelo fato de ele ter respondido a uma pergunta sobre temas já públicos. O deputado afirmou que há inconsistências na condução do caso e criticou a forma como a informação teria chegado à mÃdia.
"A decisão acabou de sair, e a imprensa soube antes de mim! A delegada da Delegacia da Mulher afastou totalmente as acusações (descabidas) de violência fÃsica e me indiciou por 'violência psicológica'. Fato curioso: há um laudo oficial do IMESC (além de diversas declarações da outra parte) atestando que não há dano psicológico, ignorado pela delegada!", escreveu.
O polÃtico também mencionou novas declarações de CÃntia, que teria dito publicamente que ele a atacou com uma faca, mesmo com a própria delegada tendo descartado essa versão. "A outra parte falou publicamente ontem que eu joguei uma faca nela, mesmo com a delegada tendo afirmado o contrário, ignorando o segredo de justiça e desrespeitando uma cautelar que também a proÃbe de falar! E nada acontece...", declarou.
Na sequência, Bove reforçou seu descontentamento com o que considera uma inversão de valores na aplicação da Justiça em casos envolvendo mulheres.
"Ou seja, a militância feminista que alcançou o poder público deixa claro que, se você for mulher, não precisa cumprir as regras impostas pela Justiça; sua palavra vale mais do que suas ações, do que seu histórico e até do que um documento oficial assinado por um profissional devidamente qualificado e isento", afirmou.
Por fim, o deputado disse sentir vergonha em nome das vÃtimas reais de violência, que, segundo ele, acabam prejudicadas por falsas denúncias. "Muitas vezes, elas deixam de denunciar justamente pela descredibilização que as falsas acusações trazem à causa", concluiu.