Manoela Hungria, irmã do rapper Gustavo da Hungria Neves, conhecido como Hungria, detalhou o momento de desespero vivido pela família antes da internação do artista, vítima de uma possível intoxicação por metanol.




 

O caso veio à tona nesta quinta-feira (2/10), quando Manoela conversou com a imprensa e relembrou a ligação angustiante que recebeu do irmão.

 

 

De acordo com ela, o contato ocorreu por volta das 8h20 da manhã. Inicialmente, pensou que o telefonema fosse apenas mais uma brincadeira entre irmãos, mas logo percebeu a gravidade da situação.

 

“Ele: ‘Mana, por favor, estou passando muito mal. Estou com muito gosto de gasolina na boca e eu estou muito fraco'”, relatou, ainda visivelmente abalada com o episódio.




 

Ao chegar à casa do cantor, Manoela encontrou Hungria em estado crítico. Com sintomas clássicos de intoxicação por metanol — incluindo cefaleia intensa, náuseas, vômitos, visão turva e acidose metabólica — ele foi levado às pressas para uma unidade de saúde.

 

 

A equipe médica iniciou o tratamento imediatamente. O rapper foi submetido a sessões de hemodiálise como medida preventiva, antes mesmo da confirmação laboratorial.

 

O procedimento é indicado para acelerar a eliminação de substâncias tóxicas do organismo. Além disso, Hungria recebeu etanol por via oral, tratamento comum em casos como esse.




 

 

Segundo Manoela, os profissionais explicaram que o uso do álcool etílico é uma forma segura de proteger o corpo contra os efeitos do metanol.

 

“Os médicos explicaram que o álcool não é tóxico para o corpo, então, é melhor que tenha álcool [no corpo] do que o metanol, porque o metanol é tóxico”, afirmou.

 

A Vigilância Sanitária já interditou a distribuidora onde a bebida foi comprada, e as investigações seguem em andamento para apurar a origem e a composição do produto consumido pelo artista. 

 

 

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