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Milton Nascimento, um dos nomes mais icônicos da música brasileira, foi diagnosticado com demência por corpos de Lewy (DCL), aos 82 anos. A condição é uma das formas mais frequentes da doença e afeta funções cognitivas e motoras.
A informação foi divulgada nesta quinta-feira (2) pela revista "PiauÃ", em entrevista concedida por Augusto Nascimento, filho e empresário do cantor. A famÃlia deixou claro que essa será a única manifestação pública sobre o estado de saúde do artista.
Os primeiros sinais de que algo estava diferente surgiram ainda este ano, quando Augusto notou que o pai apresentava esquecimentos, olhar fixo, repetição de histórias e mudanças nos hábitos alimentares. A preocupação levou a uma série de exames médicos realizados em abril.
O clÃnico geral Weverton Siqueira, responsável por acompanhar Milton há mais de uma década, relatou surpresa com o avanço rápido dos sintomas e solicitou uma nova bateria de testes.
Com o diagnóstico confirmado, a famÃlia entendeu que se tratava de DCL — uma condição que compartilha semelhanças com o Alzheimer e apresenta sintomas motores parecidos com os da Doença de Parkinson, que Milton já havia enfrentado anteriormente.
Mesmo antes da confirmação oficial da doença, pai e filho decidiram aproveitar um tempo juntos. Eles embarcaram em uma viagem de motorhome pelos Estados Unidos, explorando paisagens nos estados do Arizona, Utah, Idaho, Wyoming e Montana.
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"Quando vi que meu pai apresentava uma piora no quadro cognitivo, perguntei ao médico se seria uma loucura fazer uma viagem de motorhome com ele. Ele disse que, se fosse, era agora", contou Augusto.
Bruce Willis enfrenta mesma doença de cantor
No cenário internacional, o ator Bruce Willis também lida com uma forma de demência, embora diferente da de Milton. Diagnosticado com demência frontotemporal, o astro americano enfrenta limitações severas de fala e mobilidade desde 2022.
Sua esposa, Emma Heming, revelou em entrevista ao Fantástico que os primeiros sinais foram difÃceis de identificar. "É uma doença tão incerta... e no começo, é muito difÃcil identificar os sinais, porque eles vêm aos poucos", declarou, destacando o desafio de lidar com uma condição progressiva e sem cura.