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Evaristo Costa, aos 48 anos, usou suas redes sociais para compartilhar uma experiência pessoal e conscientizar o público sobre o uso do cordão de girassol — sÃmbolo internacional que identifica pessoas com deficiências ocultas. Em vÃdeo, o jornalista abordou sua convivência com a doença de Crohn, atualmente em fase de remissão, e relembrou episódios constrangedores vividos durante as crises da enfermidade.
Ao mostrar o cordão e sua carteirinha de identificação, ele explicou o propósito da sinalização. "O girassol é o sÃmbolo que representa as pessoas que possuem algum tipo de deficiência não aparente, oculta. Quando você olha para ela, você não sabe que ela precisa de uma atenção especial, de um cuidado diferenciado", destacou.
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Para ilustrar o impacto das deficiências invisÃveis, Evaristo citou diversas condições que se enquadram nessa categoria, como surdez, epilepsia, diabetes, esclerose múltipla e outras doenças crônicas — entre elas, a própria doença de Crohn.
"Se você tem ou conhece alguém que tenha a doença de Crohn, com certeza você sabe quais são os sintomas. Dor abdominal, cólica, náusea, vômito, um cansaço além do comum. Mas o mais constrangedor é a diarreia. É quase involuntária", contou o jornalista, que falou com franqueza sobre os desafios da condição.
Segundo ele, os episódios mais graves durante as crises exigem idas constantes ao banheiro. "Não é ir uma vez, duas vezes ao banheiro. É ir 20, 30, 40 vezes", revelou, lembrando que, por estar atualmente em remissão, não sente mais a necessidade de usar o cordão com frequência.
Ao revisitar momentos desconfortáveis que enfrentou, Evaristo criticou a falta de empatia em situações cotidianas. "Eu já passei correndo indo ao banheiro do avião, e tinha uma fila e eu não consegui passar na frente. Constrangimento enorme, não preciso dizer o que aconteceu", relatou.
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Em outro episódio, ele contou: "Eu já precisei entrar num restaurante, o segurança veio atrás e disse que eu não poderia usar o banheiro, só se eu consumisse. Eu perguntei, 'Eu posso primeiro usar o banheiro e depois consumir?' Ele falou assim, 'Não, primeiro você tem que consumir.'"
Apesar de não ser obrigatório, o uso do cordão de girassol, segundo ele, pode fazer a diferença em momentos crÃticos. "Ninguém precisa usar esse cordão para ter os seus direitos garantidos, é um uso opcional. Mas ele ajuda a comunicar rápido", finalizou o apresentador, defendendo mais empatia e compreensão com pessoas que enfrentam condições de saúde invisÃveis ao olhar comum.