A atriz Priscila Fantin, de 42 anos, conhecida por interpretar personagens marcantes em novelas como "Chocolate com Pimenta", "Alma Gêmea" e "Êta Mundo Bom!", conversou com a "Quem" sobre como tem lidado com o climatério, fase de transição que antecede a menopausa, e a endometriose, uma condição inflamatória crônica causada pelo crescimento de tecido similar ao endométrio fora do útero.




Durante a entrevista, Priscila compartilhou sua experiência com os sintomas que surgiram ao longo dessa fase.
 
"O climatério é uma fase biológica normal a todos nós, seres humanos. A partir dos 35 [anos] a gente começa a ter quedas muito bruscas de produção de hormônio", comentou. A artista também falou sobre a confusão que viveu por não entender o que estava acontecendo com seu corpo: "Eu simplesmente entrei nesse momento, como todas nós vamos entrar ou muitas de nós já entramos, só que eu não sabia o que era, então essa que foi a grande confusão para mim. Não saber, não conhecer, não ter informações sobre."
 
 

A experiência pessoal serviu de inspiração para criar o podcast Menos Pausa, voltado para temas como perimenopausa, menopausa e o período pós-menopausa. Segundo ela, o programa nasceu da necessidade de informar outras mulheres. "Todo mundo acha esquisito [eu estar fazendo um programa sobre menopausa]. 'Nossa, mas você já menopausou?' Não, ainda não. Mas é justamente antes da menopausa que a gente precisa saber o que tá acontecendo com a gente", afirmou.

A atriz ainda detalhou os impactos físicos do climatério: "A partir dos 35 anos, a produção fica baixa. Isso causa um envelhecimento do corpo em todos os sentidos. A gente para de produzir colágeno, hormônio do crescimento, muitas coisas vão ficando comprometidas e por isso a gente vai envelhecendo, vai sentindo dores articulares, o nosso metabolismo fica mais lento. Então assim, é o universo inteiro sobre isso, mas que, assim, a partir dos 35, é isso aí."




Como Priscila tem enfrentado o climatério?


Ela destaca que o conhecimento foi fundamental para lidar com os sintomas: "A informação é o primeiro passo para a cura", declarou. "A partir do momento que você sabe o que está acontecendo com você, você sabe o que pode ser feito com aquilo ou não. Então, a partir do momento que entendi, eu comecei a usar ferramentas físicas, mentais, de suplementação, cessaram todos os desconfortos."

Entre as práticas que adotou, a primeira foi a ioga: "Me trouxe mobilidade física, respiração, as posturas são curativas". Depois, focou na saúde mental: "Depois, o controle da mente. Aprender a dominar a mente." Priscila também revelou que passou a fazer leituras inspiradoras — citando o livro Você Pode Curar a Sua Vida — e, como parte do autocuidado, está se preparando para correr uma maratona.

E sobre a endometriose?


Durante o bate-papo, Priscila comentou sobre seu diagnóstico de endometriose em estágio avançado: "Sentia muita dor, eu tive que colocar um pellet de gestrinona que é o tratamento para endometriose". O pellet mencionado é um implante hormonal de absorção gradual, usado para liberar a medicação aos poucos no organismo.




Por fim, ela alertou para a necessidade de cuidados personalizados ao tratar questões hormonais: "Qualquer terapia de tratamento de reposição hormonal é extremamente individualizada. Não há um padrão, não se pode usar a mesma dosagem de nenhum hormônio entre uma mulher e outra. Todo mundo tem sintomas diferentes, condições físicas, emocionais, psicológicas, fisiológicas, da história familiar. Todo mundo é muito diferente nesse quesito, então é muito delicado." E concluiu reforçando a importância do acompanhamento profissional: buscar um médico especializado é essencial em qualquer tratamento.
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