A cantora Angela Ro Ro faleceu nesta segunda-feira (8/9), aos 75 anos, no Rio de Janeiro. A artista sofreu uma parada cardíaca após desenvolver uma nova infecção.




 

 

O falecimento foi noticiado em primeira mão pela revista NEW MAG, que também relatou que Angela passou por uma cirurgia no fim de semana. Desde junho, ela estava hospitalizada e enfrentava uma série de complicações de saúde.

 

Chegou a passar três semanas internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), onde foi intubada e submetida a uma traqueostomia. Em determinado momento, apresentou dificuldades motoras e de fala, mas conseguiu voltar a se comunicar no início de agosto.

 

 

 

A artista, ícone da música popular brasileira, também vinha enfrentando uma situação financeira delicada. Nos últimos meses, lançou um site para arrecadar doações com o objetivo de custear tratamentos e despesas médicas.




 

Sem receber aposentadoria, Angela vivia com cerca de R$ 800 por mês em direitos autorais e dependia da ajuda dos fãs e amigos para lidar com os gastos. 

 

O estrelato 

 

Foi nos anos 1970 que Angela Ro Ro deu os primeiros passos rumo à consagração como uma das vozes mais potentes da música popular brasileira. Com um timbre marcante e um estilo que unia irreverência e emoção, ela não demorou a conquistar espaço entre crítica e público.

 

Sucessos como “Amor, Meu Grande Amor” e “Compasso e Fogueira” ajudaram a consolidar seu nome no cenário nacional, assim como as colaborações com grandes nomes, incluindo Maria Bethânia e Cazuza. Ao longo da carreira, somou mais de dez discos lançados, sempre prezando por composições intensas e interpretações viscerais.

 

 

Além da música, Angela também foi símbolo de coragem e representatividade. Ao se assumir homossexual em uma época marcada pelo conservadorismo, abriu caminhos e se tornou referência para artistas das gerações seguintes. Sua trajetória foi marcada pela autenticidade — dentro e fora dos palcos.

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