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Ao completar 56 anos nesta segunda-feira (1º), o "Jornal Nacional" vive uma mudança marcante em sua história: William Bonner anunciou que deixará a bancada do telejornal, encerrando uma trajetória de quase três décadas à frente do noticiário. A despedida ocorrerá no dia 3 de novembro. Em seu lugar, assumirá César Tralli, que dividirá a apresentação com Renata Vasconcellos.
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Bonner, que também ocupa o cargo de editor-chefe desde 1999, revelou que a decisão vem sendo construÃda há anos e está diretamente ligada a mudanças de vida e prioridades pessoais.
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"Esse aniversário do JN não tem número redondo, lançamento de livro, série especial de reportagens. E, mesmo assim, foi o que consumiu mais tempo para ser preparado", disse. "Foram cinco anos, desde a minha primeira conversa com a direção do jornalismo sobre o desejo de reduzir a carga horária e as responsabilidades exigidas pela chefia e pela apresentação do JN", acrescentou.
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Com 29 anos como âncora e 26 como lÃder editorial, Bonner afirmou que o desejo de desacelerar surgiu da vontade de acompanhar mais de perto a famÃlia e equilibrar a vida pessoal. "Nesse perÃodo, tornei-me pai, vi minhas crianças acharem que se tornaram adultos. Mudaram de endereço, até de paÃs. Alguns números ajudam a explicar meu desejo e minha necessidade de mudar de ritmo", refletiu.
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A mudança já vinha sendo desenhada de forma cuidadosa. "Precisamos superar a fase crÃtica da pandemia, arquitetar sucessões e preparar sucessores até a data do anúncio das novidades", contou.
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A partir do próximo ano, ele se junta a Sandra Annenberg na apresentação do "Globo Repórter", programa que sempre admirou e onde, curiosamente, jamais trabalhou. "Todos os meus amigos me ouviram falar do sonho de integrar essa equipe quando pudesse deixar o JN", disse. "Sandra me mandou mensagem carinhosa: ‘Cheguei antes, amigo. Te espero aqui!’ Ano que vem, estaremos juntos por lá", avisou.
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Tralli, que deixa o "Jornal Hoje" para assumir a bancada, destacou a surpresa e a responsabilidade envolvidas no convite. "Me sinto extremamente honrado. E, ao mesmo tempo, desafiado pela responsabilidade desta nova função", declarou. "Jamais me passou pela cabeça suceder o William. Meu foco sempre foi o presente. Cumprir muito bem-feito minhas atribuições", completou.
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