A cardiologista Roberta Saretta acompanhou Preta Gil por mais de dois anos durante sua luta contra o câncer. Em entrevista ao GLOBO, ela compartilhou detalhes emocionantes dos últimos minutos de vida da cantora, que tentou retornar dos Estados Unidos ao Brasil para continuar o tratamento, mas não resistiu. 




 

Roberta, que foi coordenadora da equipe do cardiologista Roberto Kalil no Hospital Sírio-Libanês, fala com carinho da artista e da força que ela demonstrou até o fim. “Preta era uma pessoa cheia de vida, que lutava com muito amor e alegria, mesmo diante das dificuldades”, afirmou.

 

A médica conta que, mesmo no momento da ambulância, Preta estava consciente e determinada a voltar para casa, mas a gravidade da doença falou mais alto. 

 

“Quando estávamos na ambulância a caminho do aeroporto, ela ainda estava acordada, muito determinada a voltar para casa. Eu fiquei conversando, repetindo que ela chegaria, mas ao chegar perto do aeroporto ela passou mal e disse ‘não dou conta’”, relembrou Roberta.




 

No trajeto até o aeroporto, Preta passou mal, vomitou e disse que não dava conta de continuar a viagem. Eles precisaram parar no hospital mais próximo, onde a artista recebeu atendimento, mas não resistiu.

 

Roberta também destacou a vivacidade e a alegria de Preta durante o tratamento, mesmo enfrentando momentos difíceis e procedimentos complexos. “O quarto da Preta era uma festa. Raramente tinha menos de cinco pessoas. Era um entra e sai constante, e isso foi fundamental para ela lidar com a doença”, contou a médica.

 

Ela relembra a festa no quarto da cantora, sempre cheio de amigos, e a forma como Preta viveu intensamente a cada instante, até os últimos momentos de vida. A médica enfatiza que a artista deixou um legado de amor e coragem para todos que a conheceram. “Preta lutou pela vida com muito amor até os últimos minutos antes de morrer. Ela viveu intensamente cada segundo até o fim.”

 

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