Renato Góes tinha apenas 7 anos quando seus pais se separaram. Aos 12, em meio às mudanças escolares e às incertezas da adolescência, começou a sentir os efeitos emocionais da situação. Nesse período, notou o surgimento de uma pequena mancha na coxa esquerda.



 
 

A lesão foi aumentando com o tempo e, após buscar orientação médica, veio o diagnóstico: vitiligo - condição caracterizada pela perda de pigmentação da pele, geralmente ligada a fatores emocionais.
 
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"Foi bem no momento em que voltei a desfilar", relembrou em entrevista à "GQ Brasil", na edição de agosto. "Eu ficava envergonhado. Na escola, ia só de calça. Na praia, de bermuda", contou.

Nos anos que se seguiram, especialmente após iniciar sua carreira artística, Renato passou a ter pesadelos recorrentes com a mancha se espalhando por todo o rosto. Era comum levantar-se assustado, ir até o espelho e procurar sinais de que a despigmentação havia aumentado. Lidar com o vitiligo foi um processo doloroso.



 

Renato Góes recebe apoio dos pais 


Com o apoio dos pais, ele buscou acompanhamento terapêutico. "Até que pensei: 'Que loucura é essa? Não quero isso para mim'", relembrou. Com o tempo, voltou a usar sunga e frequentar as praias de Recife, sua cidade natal. "Bruscamente, a mancha diminuiu e hoje é muito pequena."

Esse capítulo da vida do ator - conhecido por viver Ivan no remake de Vale Tudo, casado com Thaila Ayala e pai de dois filhos - é apenas um entre os muitos obstáculos que precisou enfrentar. Para ele, é também um reflexo de como encara a existência.

"Quando perco um trabalho, sei que vai vir algo melhor. Isso acontece com tudo. Ao ver o lado bom das coisas, acabei lidando da melhor forma com a vida e fui recompensado por isso", afirmou.

"O mais importante disso não é que a mancha encolheu, mas como eu passei a lidar com grandes desafios", refletiu. "Hoje, me sinto preparado para lidar com as coisas da melhor maneira possível."
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