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Aos 37 anos, Bela Gil se pronunciou pela primeira vez após os comentários do padre Danilo César, da Paróquia de Areial (PB), sobre a morte de sua irmã, Preta Gil, que faleceu em 20 de julho, aos 50 anos, em decorrência de um câncer. Durante uma homilia, o religioso foi acusado de racismo religioso ao dizer que os "orixás não ressuscitaram" a cantora.
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"É cada absurdo que a gente precisa ouvir... seu padre desrespeitoso", escreveu Bela, ao compartilhar nas redes sociais uma publicação do historiador Leandro Karnal, que também criticou o discurso do sacerdote. Em seu texto, Karnal afirmou: "O sacerdote Danilo César fez sermão sobre a morte de Preta Gil. Argumentou que os orixás não devem possuir força pois... não ressuscitaram a artista. Para o padre, entidades que não conseguem evitar a morte, seriam falsas".
Ele ainda questionou: "Neste caso, de acordo com a lógica do próprio sacerdote, quantos católicos ressuscitaram? Quantos papas (que recebem enorme quantidade de orações quando ficam doentes) mantiveram-se eternos e saÃram saltitando pela praça de São Pedro? Não sei sobre vida eterna ou ressurreição, mas sei que Jesus mandou amar mesmo quem fosse diferente. Sei que, de acordo com Mateus 25, no dia do JuÃzo Final, o padre em questão é um sério candidato à condenação eterna por ser um homem cruel e preconceituoso".
O episódio ocorreu no último domingo (27), quando o padre declarou durante uma missa: "Eu peço saúde, mas não alcanço saúde, é porque Deus sabe o que faz, ele sabe o que é melhor para você, que a morte é melhor para você. Como é o nome do pai de Preta Gil? Gilberto Gil fez uma oração aos orixás, cadê esses orixás que não ressuscitaram Preta Gil? Já enterraram?".
A declaração foi registrada em vÃdeo e repercutiu nas redes sociais. Segundo o portal g1, a PolÃcia Civil da ParaÃba instaurou um inquérito na quarta-feira (30) para apurar o caso, após o padre ser denunciado por racismo religioso. A Diocese de Campina Grande também se pronunciou sobre o episódio.