O influenciador Vagner Macedo, de 36 anos, e a parceira Bella Mantovani, de 33, colocaram à venda 100 unidades do chamado “anel da rendição”, uma joia que eles próprios apelidaram de “anel da traição” como forma de provocar o debate sobre amor livre. A peça propõe uma releitura irônica da aliança tradicional de casamento, com o objetivo de representar um compromisso ético em relações não monogâmicas.




 

O anel foi idealizado como uma forma simbólica de romper com os padrões da monogamia exclusiva. Vagner afirma que, enquanto alianças convencionais representam a promessa de fidelidade sexual, o anel da rendição significa “dizer sim ao acordo”, mesmo quando esse acordo envolve abertura afetiva e sexual. Gravada internamente, a frase “abençoados por Deus” representa uma ressignificação da história do casal com a fé, já que ambos atuaram como ministros de louvor antes de adotarem o poliamor.

 

 

 

O casal também iniciou um processo de avaliação para registro no Guinness World Records como o “maior corno do mundo”, com base nos mais de 100 parceiros consensuais que Bella afirma ter tido. Segundo eles, a ideia é transformar uma narrativa marcada por preconceito em um símbolo de orgulho e fomentar discussões sobre novas formas de amar.

 

No contexto do poliamor, diversos símbolos e códigos são usados para sinalizar relações não monogâmicas, desde emojis em aplicativos de namoro até joias que representam acordos afetivos e sexuais transparentes. O anel da rendição se insere nesse universo como um marcador de identidade para quem vive relações abertas de forma ética e consciente.




 

Bella Mantovani afirma que há uma demanda real por símbolos que representem esse tipo de vínculo. “Tem gente que ama sendo traído em silêncio. A diferença é que aqui tudo é falado e acordado. A vergonha não é nossa”, diz. Para ela, o anel vai além da estética e funciona como um sinal de pertencimento a uma comunidade que valoriza transparência, consentimento e autonomia emocional.

 

 

 

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