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Breno Moroni, conhecido por dar vida ao icônico Mascarado Adonay na novela "A Viagem" (1994), atualmente vive em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul.
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O personagem enigmático e silencioso marcou profundamente a trama, sendo até hoje um dos grandes destaques da novela - e fazendo com que o nome de Moroni volte a ganhar notoriedade sempre que a produção é reprisada.
Uma experiência quase mediúnica
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Em conversa recente com o jornal Midiamax, o ator relembrou sua participação na novela e revelou uma vivência curiosa nos bastidores. Ele descreveu que, durante as gravações, sentia como se estivesse em transe, comparando a sensação a um estado de incorporação espiritual.
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VEJA TAMBÉM "Essa questão de eu não conseguir lembrar o que eu fiz, acho que essa é a parte espiritualista, porque é como se alguém estivesse fazendo por mim. Tinha uma coisa de incorporação, assim como os médiuns entram em transe e, quando saem desse estado, não lembram de nada", contou Moroni. Ele também revelou que nunca assistiu à novela completa e que, ao rever cenas, tem a sensação de estar vendo tudo pela primeira vez.
Segundo o ator, essa atmosfera transcendente não se limitava à sua atuação. Os bastidores da produção também eram marcados por uma energia especial e colaborativa. "Foi um projeto de arte", afirmou ele, destacando o clima espiritualista que envolvia toda a equipe.
Um final que não aconteceu
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Moroni também revelou que tinha uma sugestão para o desfecho de Adonay. Ele chegou a escrever uma carta à s autoras, Ivani Ribeiro e Solange Castro Neves, propondo que o personagem fosse revelado como um espÃrito, com o uso de efeitos visuais para substituir a máscara por um cenário celeste.
"Minha sugestão era que usássemos um chroma key no meu rosto... Quem era esse mascarado? Um espÃrito", explicou. No entanto, a ideia acabou não sendo aproveitada na versão final da novela.