O setor global de perfumaria tem registrado avanços significativos, com uma expansão de aproximadamente 35% nos últimos cinco anos, segundo dados de estudos internacionais. Dentro desse cenário promissor, um segmento específico tem ganhado destaque: fragrâncias inspiradas na essência pessoal de quem as idealiza, uma tendência que une autenticidade, provocação e valorização da individualidade.
A influenciadora Janaína Prazeres, de 28 anos, acaba de lançar a linha "Prazeres", que segue essa proposta. Apontada por uma inteligência artificial como a "mulher perfeita", ela apostou em fragrâncias criadas a partir de sua própria identidade sensorial. "A ideia é oferecer às mulheres uma forma de se conectarem com o próprio corpo, despertando confiança e sensualidade de maneira sutil", explicou.
Antes dela, outras personalidades já haviam explorado caminhos semelhantes. Em 2022, Anitta causou alvoroço ao lançar o perfume íntimo "Puzzy by Anitta", fruto de uma parceria com a farmacêutica Cimed. Segundo a cantora, o produto surgiu após experiências desagradáveis: "Foi tão ruim que, quando descobri o perfume íntimo, nunca mais quis saber de outra coisa."
No cenário internacional, a atriz Gwyneth Paltrow virou manchete com a vela aromática "This Smells Like My Vagina", da sua marca Goop. O item, criado em colaboração com o perfumista Douglas Little, nasceu de uma brincadeira durante o desenvolvimento de fragrâncias. Apesar do nome controverso, Gwyneth afirma que a vela é, na verdade, uma provocação feminista: “Queremos desafiar o tabu e a vergonha que muitas mulheres sentem em relação ao próprio corpo.”
Já o rapper Drake entrou na tendência com sua linha de velas Better World Fragrance House. Entre os destaques está a fragrância “Carby Musk”, desenvolvida para reproduzir o cheiro pessoal do artista. De acordo com a descrição oficial, o aroma representa exatamente o perfume que ele costuma usar no dia a dia.
De acordo com especialistas, essa movimentação reflete o fortalecimento do mercado de fragrâncias de nicho, que já representa cerca de 20% do faturamento da indústria de perfumes no mundo. Diferente dos lançamentos mais comerciais, essas criações são guiadas por histórias pessoais e experiências sensoriais exclusivas, atraindo consumidores que buscam originalidade e conexão emocional com o produto.
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