Uma dica doméstica curiosa voltou a circular na Europa com a chegada do outono: colocar sacos de água no congelador para ocupar os espaços vazios. A proposta, divulgada pelo site francês Marmiton, é aproveitar o gelo para ajudar a manter a temperatura interna do aparelho e diminuir a entrada de ar quente a cada abertura da porta.



 

A lógica é simples. Quando o congelador está parcialmente vazio, o ar quente que entra ao abrir a porta precisa ser resfriado novamente. Ao ocupar parte dos espaços livres com água congelada, cria-se uma reserva de frio que pode contribuir para estabilizar a temperatura do compartimento.

 

A recomendação ganhou destaque em outubro, período em que muitas famílias começam a organizar alimentos e preparar refeições para os meses mais frios. Ainda assim, não é uma solução milagrosa: o efeito sobre o consumo de energia pode ser limitado e depende de fatores como o modelo do aparelho, a frequência de abertura e a manutenção.

 

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Como fazer sem danificar o congelador

Para testar a técnica, a orientação é usar sacos resistentes, bem vedados e próprios para congelamento. Eles não devem ser preenchidos até a borda, porque a água aumenta de volume ao virar gelo e pode romper a embalagem.




Também é importante não bloquear as saídas de ar, não sobrecarregar as gavetas e verificar se a porta fecha normalmente. Garrafas ou blocos reutilizáveis de gelo podem servir como alternativa, desde que sejam adequados para o congelador.

 

Antes de recorrer à água, vale priorizar o aproveitamento dos espaços com alimentos que serão consumidos depois, como sobras de refeições e legumes congelados. Além de organizar o aparelho, a prática ajuda a evitar desperdício.

Outra medida importante é manter o congelador próximo de -18 °C, verificar a vedação da porta e retirar o excesso de gelo acumulado quando necessário. Abrir o aparelho apenas pelo tempo indispensável também ajuda a preservar a temperatura.

 

Assim, os sacos de água podem funcionar como um complemento a bons hábitos de conservação, mas não substituem a manutenção do eletrodoméstico nem garantem, por si só, uma economia expressiva na conta de luz.

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