Aos 65 anos, Martine Barons acaba de adicionar mais um título à sua trajetória no levantamento de potência. A britânica, natural de Stratford-upon-Avon, na Inglaterra, conquistou o terceiro campeonato mundial da carreira no Mundial da AWPC, competindo na categoria de 65 a 85 anos.




 

Conhecida pelo apelido de “a avó do peso morto”, a atleta começou a treinar há cerca de dois anos e meio e, desde então, transformou a atividade física em uma nova paixão. Sua especialidade é o levantamento terra, exercício que consiste em tirar uma barra do chão e elevá-la até ficar completamente ereta, com os braços estendidos.

 

A história de Barons com o esporte começou durante o período de confinamento da pandemia. Até então, ela nunca havia participado de competições de levantamento de peso.

 

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Como Martine Barons começou a levantar peso?

O interesse pelas atividades de força surgiu depois que a britânica participou de um seminário sobre exercícios físicos durante a menopausa. Na ocasião, ouviu a recomendação de reduzir o tempo dedicado à corrida e incluir treinos de força na rotina.




 

A mudança ganhou um novo impulso quando uma colega da Universidade de Warwick, que também trabalhava como personal trainer, ensinou a Martine a técnica do levantamento terra.

 

O que começou como uma experiência pessoal acabou levando a atleta para as competições. Inicialmente, ela entrou em torneios apenas para testar os próprios limites e descobrir o quanto havia evoluído.

 

Atleta de 65 anos percebeu mudanças no próprio corpo

Além dos resultados nas competições, Martine conta que percebeu uma transformação significativa no corpo desde que começou a treinar. Para ela, os efeitos da musculação ultrapassaram o ambiente esportivo e passaram a fazer parte da rotina.




 

Entre as mudanças percebidas está a melhora da mobilidade. A atleta contou que atualmente consegue tocar os pés ao se levantar pela manhã, algo que associa ao desenvolvimento da flexibilidade e da força durante os treinamentos.

Levantamento de peso também mudou rotina com os netos

Os ganhos de força também facilitaram tarefas comuns do cotidiano. Martine afirma que passou a ter mais autonomia para realizar atividades domésticas e se movimentar, além de conseguir brincar com os netos com mais facilidade.

 

“Se eu precisar mover móveis pela casa, consigo; consigo jogar meus netos para o alto e brincar com eles”, explicou ela. “Minha postura melhorou e simplesmente me sinto mais capaz e confiante no meu dia a dia.”




 

Para a atleta, essa transformação representa uma parte importante de sua experiência. O levantamento de peso não está relacionado apenas aos troféus conquistados nos campeonatos, mas também à sensação de independência adquirida fora das competições.

Britânica recomenda começar treino de força aos poucos

Martine atribui os resultados ao esforço mantido ao longo dos últimos anos e também destaca as relações que construiu por meio do esporte.

 

“Tem sido muito emocionante. Aprendi muito, conheci pessoas do mundo todo e tem sido maravilhoso”, afirmou.

 

Para mulheres que desejam começar a desenvolver força, a atleta recomenda procurar uma academia e montar uma rotina de acordo com as próprias necessidades, de preferência com orientação profissional.

 

Para quem prefere iniciar os exercícios em casa, ela sugere o uso de faixas de resistência e um programa simples, adaptado ao nível de condicionamento físico de cada pessoa.

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