Peptídeo de cobre: o que é o ativo que ganhou espaço no skincare
Viviane Aragão, fundadora de marca desenvolvida pela Tessora, conta o que aprendeu sobre peptídeos em congresso nos Estados Unidos
Os peptídeos ganharam espaço no skincare, e os números do mercado mostram isso. Segundo a consultoria Mordor Intelligence, o segmento global de síntese de peptídeos cosméticos foi avaliado em US$ 247,53 milhões em 2025 e deve chegar a US$ 337,09 milhões em 2031. As aplicações antienvelhecimento responderam por 48,27% desse total em 2025.
Peptídeos são cadeias curtas de aminoácidos que participam de diversas funções do organismo. A presença de alguns deles muda ao longo do envelhecimento, e é por esse caminho que eles chegaram às pesquisas sobre a pele.
Um curso nos Estados Unidos
Quem foi atrás dessas respostas foi a professora de Educação Física e fisioterapeuta Viviane Aragão, fundadora da marca de skincare Eathern Longevité. Ela participou do Peptide Summit Orlando, encontro dedicado ao estudo dos peptídeos e da sua relação com o envelhecimento humano, e saiu de lá com a The Peptide Master Certification, certificação internacional em peptídeos concedida ao fim do curso ministrado por médicos pesquisadores.
O programa passou por metabolismo, sono e longevidade, energia e função mitocondrial, imunomodulação e os processos de regeneração, reparo e inflamação. Uma das linhas discutidas foi justamente como a presença de alguns peptídeos muda com o tempo e o que isso representa para cada parte do corpo.
Por que a pele está no centro
A pele é onde os sinais do tempo costumam aparecer primeiro. Por isso, é um dos focos das pesquisas com peptídeos voltadas a textura, firmeza, hidratação e barreira cutânea.
“Entender como o corpo envelhece e como os peptídeos participam desse processo mostra o que cada órgão precisa para envelhecer e viver melhor. E a pele é onde a gente costuma perceber isso primeiro”, afirma Viviane.
Onde entra o cobre
Os peptídeos de cobre estão na linha de estreia da Eathern Longevité, que reúne cremes com peptídeos de cobre e PDRN, além de óleos puros. A marca de beleza, autocuidado e longevidade é desenvolvida e operada pela Tessora, comercializada pela Casa Três e tem como eixo temas como glicação, estresse oxidativo e regeneração.
O lançamento chega a um setor aquecido. O mercado brasileiro de beleza e cuidados pessoais faturou R$ 200 bilhões em 2025, alta de 6,8% sobre o ano anterior, segundo a Euromonitor International. Pela mesma consultoria, a categoria de cuidados com a pele cresceu 9,6% em 2024 no país.
E quem mais se interessa pelo assunto tem idade definida. Pesquisa da Touch Branding para a Abihpec (Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos), divulgada em 2025, mostra que adultos com 40 anos ou mais se destacam no consumo de produtos para cuidados com a pele.
A experiência por trás da marca
Formada em Licenciatura Plena em Educação Física e Fisioterapia pela UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), Viviane soma 26 anos de experiência em saúde, performance humana, estética e longevidade. Entre 1999 e 2012, competiu no triatlo, incluindo provas de Ironman e meio Ironman, e o desgaste dessas provas a levou a estudar, na prática, o estresse oxidativo, a ação dos radicais livres e a glicação.
Para ela, acompanhar eventos científicos internacionais faz parte do desenvolvimento da marca. “O que busco para construir a Eathern é justamente isso: ciência aplicada. Por isso estou sempre nesses congressos, perto dos médicos pesquisadores. Envelhecer bem não é sorte, é ciência aplicada com disciplina ao longo da vida”, resume.
Resumindo: peptídeos são cadeias curtas de aminoácidos cuja presença no organismo muda com o envelhecimento, e os de cobre aparecem em fórmulas de skincare como os cremes da linha de estreia da Eathern. Para Viviane, o uso desses ativos parte de pesquisa aplicada, acompanhada de perto em congressos com médicos pesquisadores.