Casa de campo com lago: o que muda quando a água deixa de ser só paisagem

Marina, barco e pôr do sol fazem parte do sonho, mas lagos de represa têm regras próprias para a margem. O exemplo da Fazenda do Lago, no Lago Corumbá IV, em Goiás, ajuda a entender o que perguntar

A casa de campo com vista para a água é um dos desejos mais comuns de quem pensa em segunda residência. Só que existe uma diferença grande entre ter o lago na janela e ter o lago na rotina: barco, pesca, esportes náuticos e o fim de tarde na marina dependem de estrutura, e não só de vista.

Às margens do Lago Corumbá IV, em Goiás, a Fazenda do Lago, do Grupo CPR, foi desenhada a partir dessa ideia. O empreendimento, em Abadiânia, ocupa 2,8 milhões de metros quadrados de cerrado à beira d’água e prevê no masterplan uma marina, além de haras, campo de golfe, clube de tênis, vinícola, centro de bem-estar e um hotel dentro do clube.

Um lago com regras

Antes de escolher, vale saber que tipo de lago é. O Corumbá IV é o reservatório de uma usina hidrelétrica em operação desde 2006, com cerca de 173 quilômetros quadrados de espelho d’água, e desde 2022 também ajuda a abastecer o Distrito Federal. Em lagos assim, o Código Florestal prevê uma faixa de preservação ao redor da água, definida no licenciamento ambiental, e o acesso à margem depende do que foi aprovado para cada trecho.

“A gente não pergunta ao morador se ele usa a estrutura. A estrutura é o motivo de ele estar aqui. O lote é consequência”, afirma Marlon Ceni, CEO do Grupo CPR.

A água no dia a dia

Com marina, o lago vira programa: o sábado pode começar no barco e terminar com o pôr do sol na beira d’água. Na Fazenda do Lago, a proposta é reunir água, cavalo e golfe no mesmo endereço, a 109 quilômetros de Brasília e cerca de 100 de Goiânia pelo asfalto da BR-060.

Quando a família não está na água, o plano prevê centro de bem-estar com spa, piscinas aquecidas e trilhas, kids village para as crianças e um hotel dentro do clube, para quem quer esticar a estadia sem abrir a casa. O resultado é um fim de semana que não depende do tempo bom para acontecer.

“Em Goiás, fazenda sempre foi sinônimo de trabalho. O que estamos construindo é a fazenda do convívio: o cavalo, o lago e o fim de tarde com os amigos, sem a lida e sem a porteira para cuidar”, diz o executivo.

O que vem junto com a água

A casa à beira do lago também pede respostas práticas. No projeto goiano, o masterplan soma 803 lotes em sete fases e prevê energia, fibra e água em rede enterrada nas vias, base da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros de Goiás, em projeto, posto de combustível, eletroposto, heliporto e ambulatório. A entrada é por aprovação, por meio de uma curadoria, e a comunidade começa a se formar antes da primeira casa.

Antes de fechar negócio

Para quem procura casa de campo com lago, a lista de perguntas é curta: que tipo de lago é e quais regras valem para a margem, o que está previsto para o acesso à água, quem administra a estrutura náutica e se o loteamento está registrado. Na Fazenda do Lago, a primeira fase, com 472 lotes em 32 quadras, está registrada em cartório, e os lotes vão de 600 a 5.000 metros quadrados. Com essas respostas em mãos, a água deixa de ser só paisagem e passa a fazer parte da casa.