Chamada de vídeo e streaming da Europa ficam mais rápidos com nova rota

Nova rota da Huge Networks pelo cabo EllaLink reduz o tempo de resposta em serviços usados para falar e assistir conteúdo da Europa

Quem já tentou fazer uma chamada de vídeo com alguém na Europa ou acessar um site hospedado lá sabe: às vezes a resposta demora um pouco mais para chegar. Isso acontece porque, historicamente, boa parte do tráfego de internet entre o Brasil e a Europa passava primeiro pelos Estados Unidos antes de cruzar o Atlântico, um caminho mais longo que aumenta o tempo de resposta e cria mais pontos onde a conexão pode falhar. A empresa brasileira Huge Networks decidiu encurtar esse trajeto.

A empresa contratou capacidade no sistema de cabo submarino EllaLink, que liga Fortaleza, no Ceará, direto a Sines, em Portugal, sem passar pela América do Norte. Segundo dados da própria EllaLink, a latência nesse trecho é inferior a 60 milissegundos. De Portugal, o sinal segue por infraestrutura terrestre até o ponto de presença da Huge Networks em Frankfurt, na Alemanha, completando o trajeto Fortaleza, Portugal, Frankfurt. “Nossos clientes trocam cada vez mais tráfego com a Europa, e queríamos dar a eles o caminho mais curto e, principalmente, um segundo caminho”, conta Erick Nascimento, CEO e CTO da Huge Networks.

A nova rota não substitui a conexão que já existia pelos Estados Unidos, ela funciona como uma segunda opção, formando um anel de redundância dentro da rede AS264409 da operadora. “Hoje temos duas rotas independentes para a Europa, uma pelos Estados Unidos e outra por Portugal. Se uma delas tiver um problema, o tráfego segue pela outra e o cliente nem percebe”, explica Nascimento. Na prática, é esse tipo de plano B que evita que uma chamada caia ou que um vídeo pare de carregar no meio, mesmo quando algo dá errado em algum ponto do caminho, sem que quem está usando o serviço perceba a troca de rota.

Quem trabalha em empresas de tecnologia ou plataformas digitais que atendem usuários na Europa, e também brasileiros que dependem de sistemas hospedados no continente europeu para o trabalho, tende a notar essa mudança primeiro. O mesmo vale para quem usa serviços de empresas europeias que atendem o Brasil e precisam de conexão rápida para não perder qualidade no atendimento.

Hoje o backbone global de alta performance da Huge Networks conta com pontos de presença em Miami, Los Angeles, Nova York, Frankfurt e Londres, além de diversas localidades no Brasil, e a rota europeia é só uma parte de uma expansão maior. Em agosto, a empresa ativou quatro novas interconexões em São Paulo e Miami e adicionou mais 2 Tbps de capacidade de trânsito com os provedores GTT, Cogent e Cirion, chegando a mais de 18 mil redes conectadas por meio de um único ponto de troca de tráfego. “A rede cresce em capacidade, em alcance e agora em diversidade de caminhos”, resume o executivo. Segundo o NIC.br, entidade que administra o IX.br, o conjunto de pontos de troca de tráfego do país, o tráfego agregado nesses pontos, atingiu em 2026 um pico recorde de 55 Tbps, dos quais cerca de 36 Tbps passaram apenas pelo IX.br São Paulo.

A empresa também investe em proteção contra ataques DDoS com a linha HugeGuard e fornece trânsito IP para provedores regionais, que usam essa estrutura para entregar internet a empresas e residências. A empresa é certificada ISO 27001 e foi reconhecida no ISG Provider Lens 2026.

No fim das contas, quem sente esse tipo de mudança é quem depende da internet no dia a dia, seja para trabalhar, estudar ou simplesmente falar com alguém do outro lado do oceano sem a chamada travar bem na hora em que menos se espera.

Sobre a Huge Networks

A Huge Networks é uma empresa brasileira de infraestrutura digital e cibersegurança. Opera a rede AS264409, com pontos de presença no Brasil e em Miami, Los Angeles, Nova York, Frankfurt e Londres, e oferece proteção contra ataques DDoS com a linha HugeGuard (Cloud, Wall e Hybrid), nuvem com o HugeCloud e trânsito IP. A empresa é certificada ISO 27001 e foi reconhecida no ISG Provider Lens 2026. Mais informações em https://www.huge-networks.com.