O DNIT instala passagens inferiores e viadutos na BR-116 no Rio Grande do Sul para separar carros locais do tráfego rodoviário pesado sem bloquear o trânsito. O conflito diário entre o tráfego urbano dos municípios gaúchos e o transporte pesado de cargas travava o fluxo contínuo da BR-116. A solução do DNIT aposta em obras de arte especiais para eliminar cruzamentos no mesmo nível.
Por que separar o trânsito local do tráfego pesado evita acidentes nas rodovias?
Você já ficou preso em uma rodovia federal por causa de carros cruzando a pista para entrar no bairro ao lado? Quando veículos em baixa velocidade entram na frente de caminhões carregados a 80 km/h, o risco de colisão transversal dispara. Essa separação física entre diferentes tipos de tráfego é chamada de segregação de fluxo.
Para resolver isso sem interromper a rodovia, os engenheiros constroem passagens inferiores e viadutos elevados. As passagens mergulham o trânsito local por baixo do leito principal, enquanto as vigas do viaduto sustentam o tráfego pesado. Assim, a rodovia mantém o fluxo contínuo e elimina os pontos de parada obrigatória.

Quais são as dimensões e especificações técnicas das obras da BR-116?
A readequação promovida pelo DNIT abrange intervenções estruturais complexas entre o km 237 e o km 264 no Rio Grande do Sul. O projeto combina fundações profundas, elementos pré-moldados de grande porte e lajes armadas para suportar cargas elevadas de transporte de mercadorias.
Investimento alocado nas passagens inferiores: aporte de R$ 10,7 milhões para duas intervenções viárias essenciais.
- Prazo de execução total: período previsto de 12 meses para conclusão das estruturas e acessos.
- Avanço físico da readequação: ritmo contínuo superando 75% de execução nos viadutos do trecho.
- Sistemas estruturais empregados: utilização de vigas longarinas pré-moldadas e pré-lajes de concreto armado.
- Intervenção no leito da rodovia: obras executadas entre os km 237 e 239 sem desvio para vias municipais.
Como funciona a montagem do viaduto sem fechar a rodovia federal?
A engenharia utiliza o método de pré-moldagem fora do canteiro principal para evitar que a rodovia seja interditada por meses. As pilastras e travessas são concretadas no local em etapas isoladas, enquanto as vigas longarinas são fabricadas em ambiente fabril controlado com rígida inspeção de qualidade.
Quando as bases ficam prontas, guindastes de alta capacidade içam e posicionam as vigas longarinas sobre os pilares durante horários de menor movimento. Em seguida, os trabalhadores montam as pré-lajes e realizam a concretagem da laje superior, finalizando a estrutura com pavimentação e sinalização adequada.
Como é a execução em campo de um viaduto rodoviário?
O acompanhamento visual de obras de arte especiais permite observar o trabalho das equipes de engenharia civil na montagem de estruturas pré-moldadas de concreto e no içamento de vigas de grande porte.
Abaixo, a inspeção em vídeo detalha a construção de estruturas viárias na BR-116 e o impacto positivo na fluidez do tráfego regional.
Abaixo, um vídeo do canal Engenharia & Obras que aprofunda o tema:
Qual norma técnica garante a segurança estrutural das pontes e viadutos?
O dimensionamento de obras de arte especiais no Brasil segue rigorosamente a norma NBR 7187 da ABNT, que estabelece os requisitos para o projeto de pontes, viadutos e passarelas de concreto armado e protendido. Além disso, as diretrizes de execução do DNIT definem critérios rígidos de resistência às cargas móveis dos caminhões pesados.
Seguir essas normas garante que a estrutura suporte vibrações severas, variações térmicas e o desgaste contínuo sem apresentar deformações excessivas ou fissuras prematuras, assegurando uma vida útil projetada de pelo menos 50 anos.

Quando é necessário contratar um engenheiro estrutural para obras viárias?
Projetar passagens inferiores, contenções de aterro e viadutos exige a atuação direta de um engenheiro estrutural e de um engenheiro geotécnico. Apenas profissionais habilitados conseguem calcular a capacidade de suporte do solo e o dimensionamento correto da armadura de concreto.
A execução dessas obras não permite margem para erro, pois qualquer falha no cálculo do solo ou na montagem das vigas pode provocar acidentes graves ou o colapso da pista sob o tráfego pesado.
Contexto importante: Este artigo é informativo. Para projetos estruturais locais similares, recomenda-se avaliação de engenheiro estrutural, especialmente em contextos de risco de comprometimento estrutural.

