Maioria não troca de banco principal, mas quando vale a pena mudar?
Estudo do Instituto PHD mostra que 54,2% dos paulistas não pretendem trocar de banco, mesmo com mais opções digitais
Trocar de banco principal parece simples no papel, mas a maioria das pessoas não faz isso. Um levantamento do Instituto PHD, feito de forma presencial com 2.143 paulistas com o tema da principalidade bancária, mostra que 54,2% dos entrevistados não estão dispostos a trocar de banco principal, e outros 16,4% estão pouco dispostos a isso, mesmo com a multiplicação de contas digitais e ofertas de cashback nos últimos anos.
Por que tanta gente não troca de banco
Segundo a pesquisa, o motivo mais citado para escolher um banco principal é o recebimento de salário, pagamento pelo trabalho ou pensão, apontado por 14,7% dos participantes. Facilidade e praticidade de uso vêm em seguida, com 14,1%. Relacionamento antigo com a instituição, primeira conta e hábito de uso somam 7,8%, e vínculo com o empregador ou indicação da empresa aparece em 7,1%.
O panorama atual dos bancos principais
No estado de São Paulo, o Nubank lidera com 18,4% das indicações como banco principal, seguido por Itaú (16,3%) e Caixa Econômica Federal (16,2%). Bradesco (12,1%) e Santander (10,9%) completam a lista dos cinco mais indicados, que juntos somam 73,9% das preferências.
Quando faz sentido reavaliar
Entre os mais jovens, de 16 a 24 anos, o Nubank é o banco principal de 30,6% dos entrevistados, percentual que se mantém elevado entre 25 e 34 anos, com 28,8%, mas cai progressivamente até 6,8% entre pessoas com 60 anos ou mais, faixa em que a Caixa lidera com 23,5%. Esse tipo de comparação pode ajudar quem está satisfeito, mas nunca parou para checar se o banco atual ainda faz sentido diante de mudanças na própria rotina, como início de um novo emprego ou aposentadoria.
O que considerar antes de decidir
A pesquisa também mostra que a relação com o digital tem limites: 28,1% dos entrevistados preferem que o banco principal tenha agências ou atendimento presencial, e apenas 10,6% se sentem confortáveis em concentrar toda a vida financeira em um banco exclusivamente digital. Antes de trocar, vale considerar onde o salário será recebido, quais tarifas e condições de crédito estão disponíveis e qual nível de atendimento, digital ou presencial, o novo banco oferece.
O Estudo de Principalidade Bancária foi conduzido pelo Instituto PHD, com amostragem aleatória e presencial, margem de erro máxima de 2,1 pontos percentuais e intervalo de confiança de 95%.