Morar fora não impede brasileiro de comprar imóvel no Brasil; entenda como

Mesmo recebendo em moeda estrangeira, brasileiro pode planejar a aquisição de um imóvel no país usando o consórcio imobiliário, sem precisar esperar a volta definitiva para começar

Quem mora fora do Brasil e recebe salário em moeda estrangeira também pode planejar a compra de um imóvel no país, mesmo sem estar fisicamente presente no dia a dia das negociações. Uma das alternativas usadas para isso é o consórcio imobiliário, modalidade oferecida por administradoras como o Grupo Viabilizze, que permite organizar a aquisição de um imóvel ao longo do tempo, enquanto o brasileiro continua trabalhando e recebendo sua renda no exterior.

Na prática, o consorciado escolhe um grupo e uma carta de crédito compatível com o imóvel que pretende comprar, paga parcelas mensais e aguarda a contemplação, que pode ocorrer por sorteio ou lance. Após contemplado, ele passa a ter acesso ao crédito para usar na compra, sujeito às análises cadastrais, financeiras e documentais de cada administradora, já que as regras variam entre instituições.

Para o empresário e especialista em estratégias patrimoniais Henrique Castro, fundador do Grupo Viabilizze e conhecido como Henrique com Renda, o formato costuma fazer sentido justamente para quem já sabe que vai retornar ao Brasil em algum momento, mas ainda não tem data definida.

“Se você sabe que pretende voltar ao Brasil no futuro, por que esperar voltar para começar a construir patrimônio aqui? É possível utilizar os anos no exterior também como parte do planejamento”, explica.

O interesse por esse tipo de estratégia aparece em um contexto de crescimento do público brasileiro fora do país. Estima-se que 4,59 milhões de brasileiros vivam no exterior, segundo dados do Ministério das Relações Exteriores (MRE). Os Estados Unidos concentram a maior parte desse grupo, cerca de 1,9 milhão de pessoas, seguidos por Portugal (360 mil), Paraguai (254 mil), Reino Unido (230 mil) e Japão (207 mil).

Do lado do mercado de consórcios, os números também mostram um setor em expansão: são 12,85 milhões de consorciados ativos no Brasil, dos quais cerca de 1,7 milhão participam de cotas do segmento imobiliário, com carta de crédito média entre R$ 175 mil e R$ 235 mil, segundo dados da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (ABAC) e do Banco Central.

Um ponto de atenção para quem vive fora é a documentação exigida na hora de usar o crédito, especialmente para quem recebe salário ou possui empresa em outro país. A orientação de especialistas é analisar previamente as condições de cada administradora e estruturar a operação de acordo com a realidade financeira de cada pessoa, evitando surpresas no momento da contemplação.

Segundo Henrique Castro, a decisão de contratar um consórcio deveria estar ligada a um objetivo maior do que simplesmente adquirir um imóvel: a transformação da renda ganha no exterior em patrimônio efetivo no Brasil, algo que, segundo ele, faz diferença especialmente para quem pretende voltar a morar no país no futuro.

Na prática, quem mora fora costuma resolver boa parte dos trâmites à distância, com apoio de procuração e envio digital de documentos, o que reduz a necessidade de viagens ao Brasil só para tratar da parte burocrática da compra. Ainda assim, cada administradora define seus próprios prazos e exigências, o que reforça a importância de pesquisar as condições antes de aderir a um grupo.

Outro ponto que costuma pesar na decisão é o tipo de imóvel pretendido: quem pensa em morar no bem após o retorno tende a priorizar localização e metragem, enquanto quem busca apenas gerar renda com aluguel costuma olhar primeiro para o potencial de valorização e liquidez da região escolhida.

Mais informações sobre esse tipo de planejamento podem ser encontradas no perfil de Henrique Castro no Instagram (@henriquecomrenda) ou pelo WhatsApp (83) 99672-3104.