Simba é um cachorrinho “fiapo de manga” que, com apenas um ano de vida, já passou por algumas mudanças importantes. Adotado por Laiane Vilanova em Palmas (TO), ele cresceu em um apartamento, com caminha, brinquedos e todo o carinho do mundo. Mas havia uma coisa que nenhum brinquedo conseguia substituir: a presença da família. Quando ficava sozinho, o cachorro expulso do condomínio por chorar começava a latir e chorar e os vizinhos reclamaram.
O que aconteceu com Simba, o cachorro que foi “expulso” do condomínio?
Simba foi adotado quando Laiane ainda estava grávida. No apartamento, ele tinha tudo de que um filhote precisava — exceto a companhia constante que tanto desejava. Quando os tutores saíam ou fechavam a porta de um cômodo, o choro começava. Com o tempo, os vizinhos passaram a ouvir os latidos e chegaram a acreditar que o animal estava sendo maltratado. A síndica entrou em contato e avisou que, se o barulho continuasse, a família poderia receber uma multa.
Diante da situação, Laiane e o marido precisaram tomar uma decisão. E, ao contrário do que muitos poderiam imaginar, Simba não foi devolvido nem abandonado. A solução encontrada foi levá-lo para a casa da avó, onde ele teria mais espaço, companhia e liberdade para ser o cachorrinho energético que sempre foi.
Por que cães como Simba choram quando ficam sozinhos?
Três pilares explicam o comportamento de Simba. O primeiro é a ansiedade de separação: muitos cães não suportam ficar longe de seus tutores e expressam esse desconforto através de vocalizações, destruição de objetos e comportamentos repetitivos. O segundo é a falta de estímulo: quando um cão fica sozinho por longos períodos sem nada para fazer, o tédio se transforma em ansiedade. O terceiro é a idade e adaptação: filhotes e cães recém-adotados ainda estão aprendendo a lidar com a rotina da nova casa.
De acordo com a American Psychological Association (APA), a interação entre humanos e animais reduz o estresse e promove sentimentos de segurança. O comportamento canino é moldado por milênios de convivência com os seres humanos, e a ansiedade de separação é uma das principais causas de conflitos entre tutores e vizinhos em condomínios.
Quais são as alternativas para tutores de cães que choram em condomínios?
A história de Simba mostra que existem caminhos antes de pensar em devolução ou abandono. A família optou por uma solução temporária e criativa: levar Simba para a casa da avó. Lá, ele ganhou a companhia de primos humanos e uma irmã felina, além de muito espaço para gastar energia. A experiência foi tão positiva que, quando Simba finalmente voltou para casa, ele já havia aprendido a conviver melhor com a ausência dos tutores.
- Contratar um adestrador especializado em ansiedade de separação
- Oferecer brinquedos interativos e petiscos de longa duração
- Aumentar a frequência e a intensidade dos passeios diários
- Buscar apoio de familiares ou amigos para momentos de transição
- Considerar a possibilidade de creche ou dog walker

O que a lei diz sobre cachorros em condomínios?
A situação de Simba levanta uma dúvida comum entre tutores: um condomínio pode proibir um cachorro? De acordo com o Superior Tribunal de Justiça (STJ), de maneira geral, não. O condomínio não pode estabelecer uma proibição genérica contra pets dentro dos apartamentos quando o animal não oferece risco à segurança, à higiene, à saúde ou ao sossego dos moradores.
Por outro lado, o condomínio pode criar regras e agir quando houver incômodo comprovado, como barulho excessivo, problemas de higiene ou situações que prejudiquem a convivência coletiva. Ou seja, juridicamente, o problema não é simplesmente ter um cachorro no apartamento, mas o impacto concreto que aquele animal pode causar aos vizinhos. No caso de Simba, a família preferiu encontrar uma solução que preservasse tanto a convivência no condomínio quanto o bem-estar do filhote.
| Motivo da reclamação | O que a lei permite | O que o tutor pode fazer |
|---|---|---|
| Barulho excessivo Latidos e choros constantes | O condomínio pode notificar e multar se o incômodo for comprovado | Buscar orientação de um adestrador ou veterinário comportamentalista |
| Proibição genérica de pets Regra que veda qualquer animal | O STJ considera a proibição genérica abusiva | Conhecer seus direitos e, se necessário, recorrer à justiça |
| Falta de espaço e estímulo Cão entediado e ansioso | Não há previsão legal, mas é uma questão de bem-estar animal | Oferecer passeios, brinquedos e, se possível, um ambiente mais amplo |
Por que a história de Simba nos ensina sobre responsabilidade e criatividade?
A história de Simba é um lembrete de que ter um pet é uma responsabilidade que vai além do amor. Envolve adaptação, diálogo e, às vezes, a coragem de buscar soluções fora da caixa. Laiane e o marido não escolheram o caminho mais fácil devolver o cachorro ou ignorar as reclamações. Eles encontraram uma solução criativa que preservou o bem-estar do animal e a harmonia com os vizinhos.
Simba não foi “expulso” ele foi recolocado temporariamente em um ambiente onde poderia ser feliz. E, quando a família finalmente se mudou para uma casa com quintal, ele pôde voltar para casa, mais equilibrado e pronto para receber seu irmãozinho humano. A história de Simba é uma prova de que, com amor e criatividade, é possível transformar um problema em uma oportunidade de crescimento para todos.
