O que move uma pessoa a alimentar um jacaré todos os dias? Para Severina Maria, moradora de uma região próxima a um canal, a resposta é simples: empatia. Ela alimenta um jacaré com deficiência chamado Jacá, que surgiu em sua vizinhança com ferimentos graves. A história de Dona Severina e o jacaré viralizou nas redes sociais, acumulando mais de 638 mil visualizações e reacendendo o debate sobre o cuidado com animais silvestres.
Por que Dona Severina defende a alimentação do jacaré?
A prática de alimentar o jacaré tem fundamentação na visão da própria moradora sobre as limitações físicas do animal silvestre. Em suas declarações, Severina argumenta que a oferta de comida não se trata de uma simples domesticação de fauna silvestre, mas de um auxílio prestado a um indivíduo com deficiência física permanente: “Tem gente que fala: ‘Ah, não é pra dar comida a animal’.
Com o passar das semanas, os ferimentos das patas do réptil apresentaram cicatrização. No entanto, o animal manteve o hábito de retornar com frequência ao trecho do canal vizinho à casa de Severina. A moradora destaca que o jacaré continua sendo um animal totalmente livre e que não permanece preso em nenhuma estrutura artificial. O réptil circula pelo curso natural de água e apenas retorna à margem quando escuta a voz da moradora chamando pelo apelido habitual.
Quais são os pilares da história de Dona Severina e o jacaré?
Os três pilares dessa história emocionante são:
Como a alimentação de animais silvestres é vista por especialistas?
A vida silvestre é regulada por leis ambientais que visam proteger tanto os animais quanto os humanos. A alimentação de animais silvestres é desencorajada por especialistas, pois pode alterar o comportamento natural dos animais, torná-los dependentes e aumentar o risco de conflitos com humanos. No entanto, o caso de Jacá é singular. O jacaré com deficiência não conseguiria sobreviver por conta própria, e a ajuda de Severina, embora não seja a solução ideal, representa uma forma de assistência a um animal que, de outra forma, provavelmente não sobreviveria.
Segundo o site animals.howstuffworks, os jacarés são predadores de topo que caçam com paciência e precisão. Filhotes de jacaré se alimentam de insetos, peixes pequenos e anfíbios, enquanto os adultos caçam presas maiores, como tartarugas, cobras e até veados. A incapacidade de Jacá de caçar devido às suas lesões torna a ajuda de Severina uma forma de assistência a um animal com deficiência.

Como a história de Dona Severina e o jacaré viralizou nas redes sociais?
O vídeo publicado em 5 de junho é o mais assistido do perfil de Severina, contando com 638 mil visualizações, 70 mil curtidas e 3.955 comentários. As reações dos internautas são variadas:
- Apoio ao cuidado: “Seria bom se recolhessem ele para um bosque, zoológico ou coisa assim. É uma pena ver ele nesse esgoto e ainda com deficiência. Mas parabéns pela atitude de alguma forma estar cuidando dele.”
- Encantamento: “Engraçado que quando chama, ele atende.”
- Identificação: “Nos meus 26 anos sendo pcd, nunca imaginei que veria um jacaré PcD.”
Como a rotina de Severina e Jacá pode inspirar outras pessoas?
A história de Dona Severina e o jacaré Jacá é um lembrete de que a empatia pode surgir nos lugares mais inesperados. A deficiência, seja em humanos ou animais, não diminui o valor de uma vida. Severina enxergou além das aparências e ofereceu cuidado a um ser que, de outra forma, provavelmente não sobreviveria.
Para ilustrar a transformação na vida de Jacá, veja a comparação abaixo:
| Aspecto | Antes dos cuidados | Depois dos cuidados |
|---|---|---|
| Condição física Saúde do jacaré | Ferimentos graves, dificuldade de locomoção | Ferimentos cicatrizados, maior mobilidade |
| Alimentação Acesso a comida | Dificuldade para caçar devido à deficiência | Alimentação regular fornecida por Severina |
| Vínculo Relação com humano | Não havia interação com humanos | Confiança estabelecida com Severina |
O que a história de Dona Severina e o jacaré nos ensina sobre empatia?
A história de Dona Severina e o jacaré Jacá é um lembrete de que o amor e a compaixão não conhecem fronteiras entre espécies. A deficiência, seja em humanos ou animais, não diminui o valor de uma vida. Severina enxergou além das aparências e ofereceu cuidado a um ser que, de outra forma, provavelmente não sobreviveria.
Sua frase — “não tô dando comida a animal, tô dando comida a um deficiente” — provoca uma reflexão profunda sobre como tratamos aqueles que são diferentes. Jacá, o jacaré com deficiência, encontrou em Severina uma aliada, e juntos eles nos mostram que a empatia e o cuidado podem transformar vidas, independentemente da espécie.

