Sem ruas para automóveis e cercada por mar transparente, Ilha Grande guarda 106 praias e trilhas de Mata Atlântica na Costa Verde fluminense. O acesso só por barco e o ritmo lento da Vila do Abraão fazem dela um dos refúgios mais cobiçados do litoral do Rio de Janeiro.
O título internacional que colocou a ilha no mapa
O reconhecimento veio de fora. Em 2019, Ilha Grande e Paraty entraram na lista do Patrimônio Mundial da UNESCO, tornando-se o primeiro sítio misto, cultural e natural, do Brasil.
A candidatura foi conduzida por uma parceria entre Ministério do Meio Ambiente, ICMBio, prefeituras e o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN). Segundo o IPHAN, é o primeiro sítio misto da América Latina com cultura viva.
O título reforçou o que viajantes de todo o país sentiam ao desembarcar. A ilha reúne praias premiadas, biodiversidade rara e um vilarejo de pescadores que resistiu ao tempo, tudo a poucas horas das grandes cidades do Sudeste.

O que fazer em Ilha Grande além das águas esverdeadas?
As atrações se dividem entre praias, trilhas e mergulho. A partir da Vila do Abraão, os caminhos abertos na mata levam a enseadas de água cristalina e à natureza preservada. Estas são as paradas que valem a viagem:
- Praia de Lopes Mendes: areia branca e fina e mar oceânico, citada por revistas como uma das mais bonitas do Brasil. Chega-se de barco até o Pouso e trilha leve de 20 minutos.
- Lagoa Azul: piscina natural entre ilhotas, parada clássica das escunas, ideal para snorkel entre peixes.
- Lagoa Verde: águas rasas de cor esmeralda perto de Araçatiba, ponto certeiro para mergulho livre.
- Pico do Papagaio: trilha de subida na Mata Atlântica até um dos mirantes mais famosos da ilha, com vista da baía.
- Praia de Santo Antônio: enseada selvagem com riacho de água doce, procurada por surfistas.
- Vila do Abraão: principal vilarejo, com ruas de pedra, comércio e o circuito de praias do Abraãozinho a uma curta caminhada.
A culinária caiçara é o complemento natural dos passeios, com frutos do mar frescos da pesca artesanal. Estes são os sabores e endereços mais comentados:
- Moqueca caiçara: peixe fresco com leite de coco e temperos locais, prato símbolo da ilha.
- Arroz de polvo: clássico servido em vários restaurantes da Vila do Abraão.
- Restaurante Lua e Mar: mais de 30 anos na Rua da Praia, referência em comida caiçara e frutos do mar.
- Restaurante Canoas: especializado em frutos do mar à moda caiçara, na Vila do Abraão.
Quem quer planejar uma viagem inesquecível de forma econômica, vai curtir esse vídeo especialmente selecionado do canal Casal Alencar, que conta com mais de 94 mil visualizações, onde os apresentadores mostram as melhores dicas, hospedagens e praias da Vila do Abraão na Ilha Grande, RJ:
Qual a melhor época para visitar a ilha?
A melhor época vai do fim do outono ao inverno, quando chove menos e o mar fica mais calmo para passeios de barco. O verão é quente e movimentado, ótimo para praia, mas concentra as chuvas da Mata Atlântica.
Temperaturas aproximadas com base no Climatempo. Condições podem variar.
Como chegar à Ilha Grande de barco?
O acesso é só por mar, sem pontes nem entrada de carros. As travessias oficiais partem de três pontos da Costa Verde: Angra dos Reis, Conceição de Jacareí e Mangaratiba.
Conceição de Jacareí costuma ter a rota mais rápida, de 15 a 50 minutos por lancha ou escuna. A partir de Angra dos Reis, a navegação segue por águas mais abrigadas e leva de 30 minutos a 1h30, opção mais tranquila para quem enjoa. Quase todos os barcos chegam à Vila do Abraão, ponto de partida dos passeios.

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Por que conhecer Ilha Grande
Ilha Grande mistura praias de água esverdeada, trilhas na floresta e um vilarejo sem carros que parou no tempo. É um pedaço de Mata Atlântica reconhecido pelo mundo a poucas horas do Rio.
Você precisa pegar um barco rumo ao Abraão e descobrir por que a ilha virou o refúgio favorito de quem quer silêncio e mar limpo.

