Poucos destinos internacionais são tão fáceis para o brasileiro quanto Santiago. A capital do Chile fica a cerca de quatro horas de voo de São Paulo, dispensa passaporte e ainda entrega Cordilheira dos Andes, vinhos e centro histórico no mesmo roteiro.
Precisa de passaporte para viajar a Santiago?
Não. Por integrar o Mercosul, o Chile permite a entrada de turistas brasileiros apenas com o RG, desde que o documento esteja em bom estado e tenha sido emitido há menos de dez anos. A orientação consta da página de recomendações do Ministério das Relações Exteriores, que sugere andar com cópia dos documentos e guardar os originais em local seguro.
A CNH não é aceita como documento de viagem, então vale conferir o RG antes de embarcar. Brasileiros podem permanecer no país por até 90 dias como turistas, sem necessidade de visto.
Outro detalhe facilita a vida de quem vem do Brasil: a chegada é direta. Há voos sem escala para Santiago saindo de São Paulo, Rio de Janeiro, Florianópolis e Porto Alegre, com a capital paulista a cerca de quatro horas de distância.

O que fazer na capital chilena?
O roteiro combina morros com vista panorâmica, centro histórico e bairros boêmios, quase tudo acessível pelo metrô. Estas são as paradas que valem a viagem:
- Cerro San Cristóbal: ponto mais alto do Parque Metropolitano, com funicular histórico de 1925 e o Santuário da Imaculada Conceição no topo, de onde se vê a cidade e os Andes.
- Plaza de Armas: o marco zero da cidade, fundado em 1541, cercado pela Catedral Metropolitana e por edifícios históricos.
- Palacio de La Moneda: sede do governo chileno, com troca da guarda pela manhã e visita gratuita ao interior mediante agendamento.
- Cerro Santa Lucía: morro arborizado no centro, com escadarias, fontes e mirante, no local onde a cidade foi fundada.
- Sky Costanera: mirante envidraçado no edifício mais alto da América do Sul, com vista de 360 graus da cidade.
- Bairro Bellavista e Lastarria: regiões boêmias com restaurantes, arte de rua e a casa-museu La Chascona, do poeta Pablo Neruda.
Santiago também é uma base estratégica para passeios de bate-volta. A poucas horas estão as vinícolas do Valle de Maipo e de Casablanca, as estações de esqui de Valle Nevado e Farellones e o litoral colorido de Valparaíso, e todos podem ser feitos em diárias a partir da capital.
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Quando ir para curtir neve ou vinho?
Depende do que você procura. A neve não cai na cidade, mas cobre as montanhas dos arredores entre junho e setembro, com pico em julho e agosto, quando funcionam as estações de esqui. Para passeios urbanos, vinícolas e o litoral, o calor do verão entre dezembro e março é mais convidativo. O clima tem estações bem marcadas:
Temperaturas aproximadas com base no Climatempo. A média de chuva em fevereiro fica em torno de 10 mm e sobe no inverno. Condições podem variar.
Vale um aviso para quem viaja em setembro: a partir do dia 18, as Fiestas Patrias param boa parte do comércio, mas abrem as fondas, festas típicas com empanadas e a bebida tradicional chamada terremoto.
Como se locomover na cidade depois de chegar
O Aeroporto Internacional de Santiago fica a cerca de 15 km do centro, com táxis, transfers e ônibus que ligam ao centro em torno de meia hora. A moeda local é o peso chileno, e vale levar algum dinheiro trocado para os primeiros gastos.
Na cidade, o metrô é limpo, rápido e a forma mais prática de circular entre as atrações, que ficam em sua maioria perto de estações. Para os bate-voltas às vinícolas e à montanha, agências locais oferecem transporte com guia, opção segura para quem não quer dirigir na Cordilheira.

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Embarque para a capital dos Andes
Santiago entrega montanha, história e gastronomia a uma distância curta e sem a burocracia de um passaporte. Poucas capitais reúnem esqui, vinho e cultura tão perto do Brasil.
Você precisa conhecer Santiago e sentir a Cordilheira dos Andes emoldurando a cidade ao entardecer.

