Conhecida como Princesa dos Campos Gerais, Ponta Grossa reúne formações rochosas que já foram fundo de mar, custo de vida mais acessível entre as maiores cidades paranaenses e nota máxima no Mapa do Turismo Brasileiro por dois anos seguidos. O município de cerca de 375 mil habitantes virou referência em qualidade de vida no interior do Sul do Brasil.
Como rochas de centenas de milhões de anos viraram o cartão-postal da cidade?
O símbolo do destino é o Parque Estadual de Vila Velha, com formações de arenito esculpidas pelo vento e pela chuva ao longo de milhões de anos. De acordo com a Secretaria da Cultura do Paraná, a geologia da região remonta a cerca de 400 milhões de anos, quando o local era ocupado por um ambiente marinho.
O parque foi a primeira unidade de conservação criada no estado, em 1953, e também o primeiro bem tombado pelo Paraná, em 1966. Em 2025, conforme o Governo do Paraná, a área foi reconhecida como Patrimônio Histórico e Cultural do estado.
A famosa Taça de Arenito, cartão-postal do parque, é resultado de um processo de erosão que dura quase 2 milhões de anos. As Furnas, poços de desabamento com até 100 metros de profundidade, completam o cenário considerado um dos mais singulares do Sul do país.

Vale a pena viver na Princesa dos Campos Gerais?
Sim, e os números ajudam a explicar o porquê. Conforme levantamento da plataforma MySide atualizado em janeiro de 2026, Ponta Grossa é a mais acessível entre as principais cidades do Paraná, com custo mensal de cerca de R$ 3.864 para uma pessoa e R$ 9.721 para uma família de quatro.
O município também aparece com qualidade de vida considerada alta pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), com índice de 0,763. A taxa de escolarização entre crianças e jovens chega a 98,2%, segundo dados oficiais reunidos pela plataforma QuintoAndar.
A presença da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) e da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) movimenta a economia local e atrai famílias em busca de educação pública de qualidade. O aluguel também pesa menos no orçamento: o valor médio de apartamentos é o mais baixo entre os grandes municípios paranaenses.

Reconhecimento nacional reforça a vocação turística da cidade
Em abril de 2025, segundo a Prefeitura Municipal de Ponta Grossa, o destino conquistou pela segunda vez seguida a Categoria A no Mapa do Turismo Brasileiro, classificação concedida pelo Ministério do Turismo.
A nota máxima coloca a cidade entre os destinos mais relevantes do país, avaliados por critérios como fluxo turístico, oferta de hospedagem, arrecadação e investimento público no setor. Conforme a Secretaria Municipal de Turismo, o município também integra o programa Destino Turístico Inteligente do governo federal.
O reconhecimento veio acompanhado de um Plano Municipal de Turismo de dez anos, apresentado em 2025, que reforça a aposta da gestão pública em consolidar a Princesa dos Campos Gerais como referência do turismo no Sul do Brasil.
O que fazer em Ponta Grossa e onde comer bem na cidade
O município entrega cachoeiras, formações rochosas únicas e uma cozinha marcada pela imigração europeia. Entre os principais atrativos naturais e culturais, destacam-se:
- Parque Estadual de Vila Velha: arenitos, furnas e a Lagoa Dourada em uma área de mais de 3 mil hectares, conforme o Instituto Água e Terra (IAT).
- Buraco do Padre: furna com cerca de 30 metros de altura e uma cascata interna formada pelo Rio Quebra Perna.
- Capão da Onça: balneário com várias quedas d’água e piscinas naturais às margens do Rio Verde, a 15 km do centro.
- Cachoeira da Mariquinha: queda de 30 metros em meio à mata, com trilha curta e poço para banho.
- Catedral Sant’Ana: construída em 1823, com vitrais e arquitetura marcante no coração da área histórica.
A culinária local carrega a herança de poloneses, ucranianos e alemães que ocuparam a região no século 19. Entre os pratos tradicionais, vale provar:
- Pierogi: pastel cozido de origem polonesa recheado com batata e queijo, símbolo da identidade eslava no Paraná, segundo estudo da Revista GeoNordeste.
- Borsch: sopa de beterraba de origem ucraniana, comum nas casas de famílias do leste europeu.
- Chope escuro München: bebida oficial da München Fest, festa nacional realizada na cidade desde 1990.
- Carne de panela ao estilo tropeiro: prato herdado dos antigos tropeiros que cruzavam os Campos Gerais entre São Paulo e o Rio Grande do Sul.
Quem busca contato com a natureza no Paraná, vai curtir esse vídeo especialmente selecionado do canal To De Férias, que conta com mais de 2 mil visualizações, onde mostram 12 atrações únicas que vão te surpreender em Ponta Grossa:
Qual a melhor época para visitar Ponta Grossa?
O clima de Ponta Grossa é subtropical, com estações bem marcadas e temperaturas amenas durante boa parte do ano. O verão é a melhor janela para cachoeiras e o inverno combina com a gastronomia e as festas tradicionais.
Temperaturas aproximadas com base no Climatempo. Condições podem variar.
Como chegar até a Princesa dos Campos Gerais
A cidade fica a cerca de 114 km de Curitiba, acesso pela BR-376 (Rodovia do Café), totalmente duplicada. De carro, a viagem leva pouco mais de uma hora. O município conta ainda com rodoviária e o Aeroporto de Sant’Ana, que opera voos regionais. Quem vem de outras regiões pode chegar pelo Aeroporto Internacional Afonso Pena, em São José dos Pinhais, e seguir de carro até o destino.
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Por que conhecer Ponta Grossa neste ano
A Princesa dos Campos Gerais reúne paisagens geológicas raras, custo de vida acessível e uma cultura europeia que se sente no prato e nas festas tradicionais. Poucos lugares no Sul do Brasil oferecem essa combinação a pouco mais de uma hora da capital paranaense.
Você precisa subir até Ponta Grossa, caminhar entre os arenitos de Vila Velha e provar um pierogi feito à moda antiga em alguma casa de família da região.

