A pouco mais de 70 km da capital, Sete Lagoas reúne 17 lagoas espalhadas pelo município e uma das cavernas mais raras do Brasil. Foi a partir do acampamento da bandeira de Fernão Dias, em 1667, que o povoado nasceu no centro de Minas Gerais.
A história escondida nas pedras da Terra das Lagoas Encantadas
O município nasceu da febre do ouro, quando os bandeirantes paulistas acamparam às margens do Ribeirão Matadouro em busca de minério. Fernão Dias Paes Leme chegou à região em 1667 e encontrou um minério argentífero no serrote local, que os indígenas chamavam de Vupabuçu, segundo a história oficial da cidade.
A emancipação política veio em 24 de novembro de 1867, pela Lei Provincial nº 1.395, quando o território se desmembrou de Santa Luzia do Rio das Velhas. O nome guarda um curioso descompasso com a realidade: apesar de oficialmente serem sete lagoas, o município mantém hoje cerca de 10 espelhos d’água no perímetro urbano e 17 espalhados pelo território.
A Capela de Santa Helena, construída em 1852, ainda recebe peregrinos no ponto mais alto da cidade, a quase 400 metros acima da malha urbana.

Vale a pena morar nesse destino de qualidade de vida no centro de Minas?
Sim, a cidade vem sendo apontada como referência de bem-estar no estado. Em junho de 2025, foi eleita uma das 10 melhores cidades para viver em Minas Gerais, com destaque para a segurança e a qualidade dos serviços públicos, em levantamento publicado pelo Estado de Minas.
O município conquista também por sua economia robusta. A cidade figura entre as 12 maiores economias mineiras e abriga unidades industriais da Ambev, Itambé, Iveco e grandes siderúrgicas como CSN e Gerdau, segundo a Prefeitura de Sete Lagoas. A diversidade gera empregos qualificados e atrai famílias de toda a região metropolitana.
Com cerca de 239 mil habitantes e indicadores de qualidade de vida classificados como altos, a cidade combina ritmo de interior, infraestrutura completa e proximidade com a capital. O custo de moradia mais acessível que em Belo Horizonte completa o pacote.

Leia também: A cidade nordestina que está em alta: 44,7% mais estrangeiros escolheram esse paraíso de mar morno e brisa perfeita
O que fazer no município entre lagoas serras e cavernas raras
A cidade integra a Rota das Grutas de Peter Lund e reúne natureza, história e gastronomia em poucos quilômetros. Entre os principais pontos turísticos do destino, destacam-se:
- Gruta Rei do Mato: monumento natural com 998 metros de extensão e formações de estalagmites e estalactites raras no mundo, além de pinturas rupestres de mais de 6 mil anos, segundo portal oficial de turismo de Minas Gerais.
- Lagoa Paulino: cartão-postal do centro, com orla animada por bares, restaurantes e vista panorâmica para a Serra de Santa Helena.
- Serra de Santa Helena: ponto mais alto do município, com capela colonial de 1852, mirante de 360 graus e rampa de voo livre.
- Parque da Cascata: 295 hectares de mata nativa com trilhas, represa e uma queda d’água de 35 metros no alto da serra.
- Museu Ferroviário: instalado na estação inaugurada em 12 de setembro de 1896, preserva locomotivas, uniformes e a memória dos trilhos.
- Lagoa Boa Vista: segunda mais visitada, com pista de 1.630 metros e a tradicional Feira de Domingo com 220 feirantes.
A gastronomia mineira recebe os visitantes em cada esquina, com forte presença do fogão a lenha e dos sabores raiz. Entre os pratos e endereços que conquistam moradores e turistas, vale provar:
- Feijão tropeiro: combinação de feijão, farinha de mandioca, linguiça, bacon e ovos, presente nos cardápios tradicionais.
- Tutu de feijão: feito com feijão cozido e refogado, servido com arroz, couve, torresmo e linguiça.
- Pão de queijo: clássico mineiro, encontrado fresquinho em padarias e cafés históricos do centro.
- Frango com quiabo: prato típico que aparece com destaque nos restaurantes de comida mineira self-service.
- Restaurante Vila Bistrô: inaugurado em 2005, oferece pratos sofisticados em ambiente que mescla rusticidade e charme.
Quem deseja descobrir lagoas encantadoras e explorar as formações mágicas da Gruta do Rei do Mato, vai curtir esse vídeo especialmente selecionado do canal Balanço Geral MG, que conta com mais de 25 mil visualizações, onde o Apresentador mostra as maravilhas naturais e a cultura de Sete Lagoas, Minas Gerais:
Quando é a melhor época para visitar Sete Lagoas?
O período seco, entre maio e setembro, é o mais indicado para conhecer Sete Lagoas. Os dias têm sol firme, temperaturas amenas e baixa probabilidade de chuvas, condições ideais para explorar grutas, trilhas e a orla das lagoas.
O clima do município é tropical de altitude, com invernos secos e verões mais quentes e úmidos. A cidade fica a 761 metros acima do nível do mar, o que garante noites frescas mesmo nos meses mais quentes. Veja como cada estação combina com os passeios:
Temperaturas aproximadas com base no Climatempo. Condições podem variar.
Como chegar à Terra das Lagoas Encantadas
O acesso é simples e rápido para quem sai da capital mineira. De carro, o trajeto pela BR-040 leva cerca de 1 hora desde Belo Horizonte, somando 70 km. O Aeroporto Internacional Tancredo Neves, em Confins, fica a apenas 40 km da cidade e atende voos de todo o país.
Há também opções de ônibus saindo do Terminal Rodoviário de Belo Horizonte, com viagens regulares ao longo do dia. Moradores de Brasília costumam aproveitar a mesma rodovia para parar na cidade no caminho para a capital mineira.
Conheça a cidade que cresce sem perder o ritmo do interior
A região central de Minas guarda um destino que combina passado bandeirante, lagoas no meio do urbano e uma das melhores qualidades de vida do estado. Poucos lugares oferecem grutas raras, serras com vista panorâmica e gastronomia mineira tão perto da capital.
Você precisa conhecer Sete Lagoas e sentir o ritmo de uma cidade que cresce sem perder a calma do interior.

