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Construtora de luxo investe em imóveis populares

Zulmira Furbino - Estado de Minas

Publicação: 12/09/2010 10:32

 - (Euler Junior/EM/D.A Press.)

O presidente do grupo Líder, Carlos Carneiro Costa, sempre foi um otimista. E agora está mais confiante do que nunca. À frente de um grupo mais conhecido pela atuação em construções de alto padrão e de luxo, ele trabalha para que a empresa amplie o seu mercado e conquiste o que chama de “segmento econômico” da população. A meta é ousada: ancorar 50% do faturamento da Líder Construtora nesse público já em 2014. Hoje, 80% das vendas ainda se concentram na clientela mais abastada. Este ano, a Líder está começando a entregar os apartamentos do Village Residencial, um condomínio localizado atrás do Minas Shopping, no Bairro Fernão Dias, com apartamentos que custam entre R$ 80 mil e R$ 200 mil. Outro projeto do mesmo padrão foi lançado, o Way Pampulha, com 96 apartamentos de valor médio de R$ 150 mil, tudo vendido em 10 dias. E a construtora se prepara para fazer mais um lançamento até dezembro. Nesta entrevista, Carneiro Costa revela seus planos e das perspectivas do mercado imobiliário no país.

A Construtora Líder avança num mercado que até pouco tempo não explorava, o dos imóveis voltados para uma parcela da sociedade com menor poder aquisitivo. O que justifica essa mudança?
Temos 40 anos de mercado, uma área exclusiva de vendas, que vende Líder e outros produtos, a Liderança Imobiliária, que trabalha com construção pesada, e a Primóvel, que atua no segmento econômico. Com as facilidades de financiamento para o mercado imobiliário, passamos a atuar em todos os setores. Temos muitas áreas que podem abrigar os projetos do segmento econômico. Um apartamento de luxo exige investimentos 10 vezes maiores por unidade do que os populares. A ampliação da oferta do financiamento para essa faixa de renda incentiva o mercado. Ao que tudo indica, o país vai continuar a oferecer oportunidades para essa população que até aqui não tinha acesso à casa própria.

Está difícil conseguir terrenos em Belo Horizonte, principalmente para imóveis populares. Como a Líder está driblando esse obstáculo?
Os lançamentos econômicos estão sendo feitos em lotes que a construtora já possuía há 20 ou 30 anos. Isso facilita lançar os projetos. No caso do Way Pampulha, por exemplo, foram 96 unidades vendidas em apenas 10 dias. Tempos muitas áreas compradas para esse tipo de imóvel. Mas para os grandes condomínios, aí sim está mais difícil. Quase não há terrenos dentro de BH e na região metropolitana. Faltam grandes áreas onde se possa fazer, por exemplo, empreendimentos de 3 mil a 4 mil unidades. Para projetos desse porte, estamos comprando várias áreas fora da capital. Avaliamos opções seja em qualquer lugar, inclusive em Belo Horizonte.

Há, de fato, uma fila de projetos for a do segmento econômico à espera de aprovação na capital mineira?
Existe um problema burocrático. A Prefeitura municipal não conseguiu acompanhar a agilidade do crescimento do mercado. Apesar da boa vontade, projetos que não são de baixa renda, que são empreendimentos de 30 a 50 apartamentos, estão demorando um ano para ser aprovados.

A Líder foi a primeira construtora a levar um grande condomínio vertical para Nova Lima e o mesmo ocorreu em São Paulo. Nova Lima continua a ser atrativa para esse tipo de investimento?
Fomos para Nova Lima em 2003 numa missão pioneira. Lançamos o Grande Atlas, um condomínio com duas torres de apartamentos. Foi um verdadeiro fenômeno. Ninguém havia feito isso. Foi como a conquista do oeste. Depois de nós, caravanas de construtoras foram para lá. Mas agora os terrenos disponíveis no município ficaram muito caros. Em São Paulo, também fomos os primeiros a construir um condomínio de luxo. Hoje, o pessoal só quer morar assim porque a segurança é maior e todos os custos entram num rateio. Lançamos o Quintas do Morumbi, que tem12 torres, com apartamentos de quatro quartos e duas suítes. Isso não era usual no Brasil. Em seguida, lançamos o Olympus, em Nova Lima, com apartamentos em que as dimensões variam de 200 a 600 metros quadrados, fora as coberturas, que têm o dobro dos imóveis mais espaçosos.

Até quando o mercado imobiliário no Brasil vai continuar a crescer?
O déficit habitacional no Brasil ainda é muito grande. Além disso, quando a construção civil gira, todo o parque industrial brasileiro é favorecido. Com o mercado imobiliário aquecido, como agora, a indústria da construção consome de tudo. Vende-se apartamentos econômicos porque as pessoas têm um imóvel menor ou um lote para dar de entrada numa nova compra e isso favorece o mercado como um todo. Acredito que a partir de agora, o mercado já não será como no passado, quando de repente faltava dinheiro e sobravam imóvéis. As possibilidades de que isso ocorra, hoje, são muito menores porque a demanda é imensa. Seria bom que o déficit habitacional brasileiro fosse sanado.

De que maneira o grupo Líder passou pela crise econômica global?
Passamos pela crise com diversos projetos em andamento e não paralisamos nada. Pelo contrário, continuamos comprando terrenos. Isso aconteceu em todo o mercado. Na Liderança (braço do grupo direcionado à construção pesada), nos dedicamos aos clientes industriais, que mantiveram a demanda aquecida. Com isso, passamos a atuar em todas as faixas do mercado da construção civil. Além disso, depois da parceria com a Cyrela (incorporadora), lançamos uma série de empreendimentos em Brasília.

O senhor está otimista com a economia brasileira?
Sempre fui um otimista. Agora estou mais do que nunca.

Esta matéria tem: (9) comentários

Autor: JARBAS OTAVIANO DE ARAUJO NETO
Uai, continuando ... Enviei novo e-mail ao Sr.Paulo Paiva, que assim retornou "Bom, então acho bom a Dad dar umas aulas aos nossos revisores, todos formados na UFMG e defendo mestrado, que nos garantiram que predão é certo. Repito: se quiser, posso coloca-lo em contato com eles.". | Denuncie |

Autor: JARBAS OTAVIANO DE ARAUJO NETO
Uai, perdão, o envio foi antecipado e indevido. Pedi ajuda a Dad Squarisi, colunista do EM, que me respondeu através de sua coluna no jornal de 1°de setembro ... continua ... /hjhodt/. | Denuncie |

Autor: JARBAS OTAVIANO DE ARAUJO NETO
Uai, complementado: Pedi ajuda à Sra Dad Squarise,m colunsta do Estado de Minas, que confirmou o termo correto como 'predião, resposta essa constando de sua coluna em 1º de setembro. Retornei e-mail ao EM, tendo c0mo res´posta "Bom, então acho bom a Dad dar umas aulas aos nossos revisores, todos fon | Denuncie |

Autor: JARBAS OTAVIANO DE ARAUJO NETO
Uai, continuando .... do Editor de Economia, Senhor Paulo Paiva, nos seguintes termos "Sr. Jarbas, a página foi revisada por nossos revisores, altamente qualificados, e liberada com o "predão". Sendo assim, paciência ... Se interessares, remeto-lhe uma cópia do e-mail. /hjhsct | Denuncie |

Autor: JARBAS OTAVIANO DE ARAUJO NETO
Uai, Maria Resende, não é o caso de torcermos contra, mas a cada notícia, aparecem mais erros nas matérias dos Associados. Outro dia, critiquei uma manchete do jornal Estado de Minas " E o predinho vai virar predão", e recebi um e-mail do Editor (continua) | Denuncie |

Autor: Paulo Barbosa
Só que esta empresa ainda, não descobriu as cidades pólos do interior que andam com a indústria da construção civil a todo vapor. Uberlândia, Juiz de Fora,Uberaba, Ipatinga, Pouso Alegre, Ubá , Lafaiete etc estão com inúmeros projetos em andamento e outros para serem lançados. | Denuncie |

Autor: Maria Rezende
E o Jarbas continua torcendo contra... | Denuncie |

Autor: Andre Nogueira
A Lider já foi uma das melhores construtoras de BH, sempre fez prédios excelentes. Depois desse JV mediocre com a Cyrela, o nível dos empreendimentos abaixou muito. Agora está parecendo com a MRV. O Olympus foi a última coisa que presta que eles lançaram. Agora só sai lixo. | Denuncie |

Autor: JARBAS OTAVIANO DE ARAUJO NETO
Uai, " ... Tempos muitas áreas compradas para esse tipo de imóvel. Mas ...". Aguardemos segunda-feira !!!!!!! /hjhhhn/. | Denuncie |

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